10/Jul/2026
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu o fortalecimento da supervisão das fintechs que operam no Brasil e avaliou que o modelo regulatório adotado durante a gestão anterior do Banco Central permitiu a expansão dessas instituições sem acompanhamento regulatório compatível. Segundo o ministro, essa situação favoreceu a utilização de algumas empresas para práticas ilícitas, como lavagem de dinheiro e movimentação de recursos provenientes de apostas ilegais. A ampliação da atuação das fintechs ocorreu sem o correspondente fortalecimento dos mecanismos de fiscalização. O ministro também mencionou que o período coincidiu com o surgimento de casos envolvendo instituições financeiras, entre eles o episódio relacionado ao Banco Master, ao defender o aperfeiçoamento da supervisão do setor.
O governo pretende antecipar o cronograma de ampliação da fiscalização das fintechs pelo Banco Central e afirmou que as medidas regulatórias não serão adiadas em razão do calendário eleitoral. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) mantém um plano de trabalho para apurar operações envolvendo fundos administrados pela Reag e pela Carbono Oculto. Além disso, informou que o Poder Executivo pretende exigir que transferências de recursos entre fundos realizadas por meio de fintechs sejam obrigatoriamente comunicadas ao Banco Central e ao Ministério da Fazenda, como forma de reforçar os mecanismos de monitoramento e prevenção de ilícitos financeiros. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.