28/Jul/2026
A China voltou a solicitar que os Estados Unidos eliminem integralmente as tarifas unilaterais aplicadas sobre produtos chineses e criticou a nova tarifa adicional de 12,5% anunciada no âmbito da investigação da Seção 301 relacionada ao trabalho forçado. O Ministério do Comércio da China manifestou oposição à decisão do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), classificando a medida como uma prática de unilateralismo e protecionismo. O governo chinês sustenta que os Estados Unidos utilizam a questão do trabalho forçado como justificativa para impor novas barreiras comerciais, apesar de não terem ratificado a Convenção sobre o Trabalho Forçado de 1930.
O governo norte-americano já havia sinalizado a intenção de substituir, por meio das tarifas da Seção 301, as tarifas anteriormente impostas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) e na sobretaxa de importação prevista na Seção 122. A China afirma que, durante as negociações comerciais bilaterais, os Estados Unidos se comprometeram a limitar essas tarifas substitutivas ao teto de 20%. Nesse contexto, a nova alíquota adicional de 12,5% enquadra-se nesse limite. O governo chinês também informou que permanecem em vigor as medidas de retaliação adotadas em resposta à primeira rodada das tarifas relacionadas ao fentanil e às tarifas recíprocas impostas pelos Estados Unidos.
A China continuará acompanhando e avaliando as futuras medidas adotadas pelo governo norte-americano, mantendo a possibilidade de implementar novas ações em resposta à política comercial norte-americana. A China reiterou disposição para manter o diálogo com os Estados Unidos com base nos princípios de respeito mútuo, igualdade e benefício recíproco. O governo chinês também solicitou que Washington cumpra os entendimentos alcançados nas negociações econômicas e comerciais bilaterais, reduzindo os pontos de divergência e ampliando a cooperação entre os dois países. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.