28/Jul/2026
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), apurado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), recuou 0,4 ponto em julho em relação a junho, na série com ajuste sazonal, passando de 88,7 para 88,3 pontos. Em médias móveis trimestrais, o indicador registrou queda de 0,3 ponto, para 88,6 pontos. O resultado representa o menor nível desde março de 2026, quando o índice atingiu 88,1 pontos. A redução da confiança foi influenciada principalmente pela piora da percepção dos consumidores em relação à situação atual, especialmente quanto ao orçamento financeiro das famílias. Até o mês anterior, a deterioração do indicador era explicada predominantemente pela perda de confiança em relação às expectativas futuras, enquanto a avaliação das condições presentes ainda apresentava melhora. O Índice de Situação Atual (ISA) recuou 2,6 pontos em julho, para 84,4 pontos.
Em contrapartida, o Índice de Expectativas (IE) avançou 1,1 ponto, alcançando 91,5 pontos, após registrar dois meses consecutivos de queda. Segundo a FGV, o movimento pode indicar que o pessimismo em relação ao cenário futuro começa a influenciar de forma mais intensa a avaliação dos consumidores sobre sua condição financeira atual. O elevado nível de endividamento e inadimplência das famílias, aliado ao ambiente de juros elevados, permanece como o principal fator de pressão sobre o orçamento doméstico, reduzindo a percepção favorável em relação à economia. Entre os componentes do índice, o indicador que mede as perspectivas para as finanças familiares nos próximos meses recuou 0,2 ponto, para 87,5 pontos. O componente que avalia o grau de otimismo com a situação econômica geral caiu 1,4 ponto, para 103,9 pontos.
Em sentido oposto, a intenção de compra de bens duráveis avançou 4,7 pontos, atingindo 84,7 pontos. Na avaliação das condições atuais, o indicador relacionado às finanças familiares apresentou queda de 3,5 pontos, para 75,5 pontos, enquanto o índice que mede a satisfação com a situação econômica local recuou 1,7 ponto, para 93,7 pontos. A análise por faixa de renda mostrou redução da confiança entre as famílias de menor renda. No grupo com renda mensal de até R$ 2.100,00, a queda foi de 10,5 pontos. Entre os consumidores com renda entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00 mensais, o recuo foi de 0,3 ponto. Já nas faixas de renda entre R$ 4.800,01 e R$ 9.600,00 e acima de R$ 9.600,01, a confiança aumentou 5,9 pontos e 0,4 ponto, respectivamente. A Sondagem do Consumidor da FGV foi realizada entre os dias 1 e 22 de julho. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.