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28/Jul/2026

Focus revisa projeção da inflação brasileira em 2026

INFLAÇÃO

A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 registra recuo pela quarta semana consecutiva, passando de 5,15% para 5,12%. A estimativa permanece 0,62% acima do teto da meta contínua de inflação perseguida pelo Banco Central, fixado em 4,50%. Para 2027, a previsão passou de 4,20% para 4,22%. Há um mês, a projeção era de 4,17%. As expectativas para 2028 registraram a segunda alta semanal consecutiva, passando de 3,78% para 3,80%, ante 3,70% projetados um mês antes. Para 2029, a projeção permaneceu em 3,50% pela 47ª semana consecutiva.

Desde 2025, o regime de metas de inflação passou a adotar modelo contínuo, baseado no IPCA acumulado em 12 meses. A meta central é de 3,0%, com intervalo de tolerância de 1,5% para cima ou para baixo. Caso a inflação permaneça fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que a meta não foi cumprida pelo Banco Central. As projeções para a inflação de curto prazo indicam que o IPCA deve acumular alta de 0,56% de julho a setembro deste ano. A projeção para julho caiu de 0,26% para 0,20%. A estimativa para agosto seguiu negativa, mas passou de deflação de 0,10% para 0,14%. Para setembro, aumentaram de 0,49% para 0,50%. Há um mês, eram de 0,30%, -0,01% e 0,45%, respectivamente.

PIB

A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 permanece em 1,99% pela quarta semana consecutiva. A expectativa para 2026 permanece em 2,0%. Para 2027, a projeção recuou de 1,65% para 1,60%. As projeções para os anos seguintes permanecem estáveis. A estimativa para o crescimento do PIB em 2028 está mantida em 2,00% pela 124ª semana consecutiva, enquanto a estimativa para 2029 permanece em 2,00% pela 71ª semana seguida.

JUROS

A projeção para a taxa Selic ao final de 2026 permanece em 14,00% pela quinta semana consecutiva. Para o encerramento de 2027, a previsão permanece em 12,00% pela sexta semana consecutiva. Em 2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central promoveu três reduções consecutivas de 0,25% na taxa básica de juros, levando a Selic para 14,25% ao ano. Para os anos seguintes, as projeções permanecem inalteradas. A expectativa para a Selic ao final de 2028 foi mantida em 10,50% pela quarta semana consecutiva, enquanto a estimativa para o fim de 2029 permanece em 10,00% pela 12ª semana seguida.

DÓLAR

A projeção para a cotação do dólar no fim de 2026 segue em R$ 5,20 pela sexta semana consecutiva. A previsão para a cotação da moeda norte-americana no fim de 2027 oscilou de R$ 5,28 para R$ 5,29, depois de três semanas de estabilidade. A projeção para o fim de 2028 continua em R$ 5,30. Há um mês, era R$ 5,35. A estimativa para 2029 aumentou de R$ 5,40 para R$ 5,37. Há um mês, era de R$ 5,40.

Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.