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30/Jul/2026

Clima: governo reforça ações contra efeitos do El Niño

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu 21 ministros nesta quarta-feira (29/07), para discutir os possíveis efeitos do El Niño, que deve se intensificar ao longo deste semestre. A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, detalhou um plano transversal para mitigar os efeitos do fenômeno climático. O governo federal anunciou reforço orçamentário de R$ 1,335 bilhão para ações de enfrentamento aos efeitos do El Niño no Brasil. Desse total, R$ 998 milhões serão aplicados nas áreas de abastecimento de alimentos, segurança alimentar, saúde e monitoramento hidrológico. Outros R$ 337 milhões correspondem ao crédito extraordinário aberto pela Medida Provisória nº 1.367/2026 para ações de prevenção e combate a incêndios.

Entre as medidas previstas estão a aquisição de 310 mil toneladas de arroz e 180 mil toneladas de milho, com foco na formação de estoques e no atendimento de regiões com maior risco de impacto sobre a produção agropecuária. A aquisição adicional de arroz está relacionada ao risco de redução da safra no Rio Grande do Sul em razão do excesso de chuvas. No caso do milho, o volume previsto busca atender eventuais perdas de produção e garantir o abastecimento, com prioridade para a alimentação animal no semiárido nordestino. Segundo o governo federal, os efeitos do fenômeno climático devem ocorrer de maneira distinta entre as regiões do País. As Regiões Norte e Nordeste enfrentam risco de seca, enquanto a Região Centro-Oeste pode registrar atraso no regime de chuvas e a Região Sul permanece sob influência de volumes elevados de precipitação.

Os recursos anunciados serão destinados à compra de estoques de alimentos, ao monitoramento de rios, às ações de prevenção e combate a incêndios, além de programas vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS) e à aquisição de alimentos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o País está preparado para lidar com os efeitos de um El Niño grave no segundo semestre deste ano. Segundo a estimativa de agências de meteorologia do mundo, há uma tendência de um El Niño "muito forte" para o segundo semestre deste ano. A classificação é usada quando a alta da temperatura das águas superficiais do Oceano Pacífico aumenta mais de 2°C, causando diversos efeitos no clima global. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.