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31/Jul/2026

Zona do euro cresce acima dos EUA no 2º trimestre

A economia da zona do euro registrou crescimento anualizado de 1,8% no segundo trimestre de 2026, superando a expansão de 1,5% observada nos Estados Unidos no mesmo período. O desempenho ocorreu em um ambiente marcado pelas incertezas decorrentes do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além da continuidade de pressões sobre as cadeias globais de suprimentos e dos preços da energia. Apesar do ambiente externo adverso, as economias do bloco europeu apresentaram maior resiliência do que a prevista por parte dos analistas. O resultado foi alcançado mesmo após uma sequência de choques econômicos, incluindo a guerra entre Rússia e Ucrânia, as medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos e a deterioração do sentimento econômico em diversos países da região.

Segundo avaliação da Capital Economics, o desempenho do segundo trimestre indica que famílias e empresas mantiveram os níveis de consumo e investimento, sem redução significativa dos gastos em razão das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Entre os fatores de sustentação da atividade econômica destaca-se a expansão dos serviços ligados à inteligência artificial. A Irlanda, que concentra sedes internacionais de grandes empresas de tecnologia norte-americanas, registrou forte crescimento impulsionado pelo segmento de informação e comunicações. Entre as principais economias do bloco, a Alemanha apresentou crescimento de 0,2% no segundo trimestre, após expansão revisada para 0,4% nos três primeiros meses do ano.

A França avançou 0,2%, revertendo a contração de 0,1% registrada no primeiro trimestre, enquanto a Espanha acelerou para 0,7%, acima da expansão de 0,6% observada anteriormente. Apesar do desempenho positivo, as perspectivas permanecem cercadas por incertezas. A possibilidade de recrudescimento das tensões no Oriente Médio, caso fracassem as negociações diplomáticas e ocorram novos ataques na região, pode ampliar os impactos sobre a atividade econômica europeia. Além disso, a continuidade da onda de calor e dos incêndios florestais em diversas áreas do continente representa um fator adicional de risco para o crescimento econômico nos próximos meses. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.