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31/Jul/2026

UE: superávit agroalimentar na parcial de 2026

A União Europeia registrou superávit comercial de € 19,40 bilhões no comércio agroalimentar entre janeiro e maio de 2026, resultado € 1 bilhão superior ao observado no mesmo período de 2025, conforme dados divulgados pela Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural da Comissão Europeia. As exportações agroalimentares do bloco totalizaram € 96,90 bilhões nos cinco primeiros meses de 2026, recuo de 3%, equivalente a € 3 bilhões, em relação ao mesmo período do ano anterior. Apenas em maio, os embarques somaram € 19,30 bilhões, queda de 5% frente a abril e de 4% na comparação com maio de 2025. A redução das receitas com exportações foi atribuída principalmente aos menores preços e à diminuição dos volumes embarcados de derivados de cacau, carne suína e azeite de oliva. Entre os principais destinos, as exportações para os Estados Unidos recuaram 13%, totalizando € 11,11 bilhões, após o elevado ritmo de embarques registrado no início de 2025.

As vendas ao Reino Unido também diminuíram 3%, alcançando € 22,36 bilhões. Em contrapartida, alguns mercados apresentaram expansão. As exportações para o Egito cresceram 36%, com incremento de € 289 milhões, impulsionadas principalmente pelos embarques de trigo. Para a Ucrânia, as vendas aumentaram 11%, correspondendo a € 187 milhões adicionais, com destaque para as exportações de bebidas destiladas. As importações agroalimentares da União Europeia somaram € 77,50 bilhões entre janeiro e maio de 2026, retração de 5%, equivalente a € 4,10 bilhões, frente ao mesmo período de 2025. Em maio, as compras externas atingiram € 15,40 bilhões, redução de 7% em relação a abril e de 10% na comparação anual. A diminuição das importações refletiu principalmente a queda dos preços dos produtos derivados de cacau, além da redução das despesas com cereais, que caíram 19%, e oleaginosas, com retração de 6%. Também foi registrada diminuição no volume de soja importada dos Estados Unidos.

Entre os principais fornecedores, as importações provenientes da Argentina cresceram 10%, com acréscimo de € 220 milhões, impulsionadas pelas compras de sementes de girassol. As aquisições originárias do Vietnã avançaram 9%, correspondendo a € 213 milhões adicionais, sustentadas pelo aumento das importações de café. As compras de carne bovina destacaram-se entre os produtos com maior crescimento. As importações da proteína aumentaram 28%, com acréscimo de € 330 milhões, totalizando € 1,52 bilhão no período. O desempenho foi atribuído à restrição da oferta e aos elevados preços da carne bovina no mercado interno europeu. O Brasil permaneceu como o principal fornecedor agroalimentar da União Europeia entre janeiro e maio de 2026, com exportações ao bloco no valor de € 7,64 bilhões, resultado 1% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.