31/Jul/2026
Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,4% no trimestre encerrado em junho de 2026. O resultado ficou abaixo dos 5,6% registrados no trimestre móvel encerrado em maio e dos 5,8% observados no mesmo período de 2025. A taxa registrada no trimestre até junho de 2026 é a menor para esse intervalo desde o início da série histórica da Pnad Contínua. O desempenho foi acompanhado pelo avanço da ocupação e pelo aumento do número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado. A população ocupada alcançou 103,057 milhões de pessoas no trimestre encerrado em junho, crescimento de 1,081 milhão de trabalhadores em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, houve aumento de 742 mil pessoas ocupadas. O contingente de desempregados recuou para 5,861 milhões de pessoas, redução de 718 mil trabalhadores em relação ao trimestre anterior. Em 12 meses, 392 mil pessoas deixaram a condição de desocupação.
O nível de ocupação, indicador que mede a proporção de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, avançou de 58,2% no trimestre encerrado em março para 58,8% no trimestre até junho. No mesmo período de 2025, o indicador também estava em 58,8%. A renda média real do trabalhador atingiu R$ 3.738,00 no trimestre até junho, alta de 2,8% em relação ao mesmo período de 2025. A massa de rendimento real habitual dos trabalhadores ocupados somou R$ 380,3 bilhões, aumento de R$ 13,162 bilhões em um ano, equivalente a um crescimento de 3,6%. Na comparação com o trimestre encerrado em março, houve recuo de 0,5%, com redução de R$ 1,832 bilhão. O mercado formal apresentou avanço no período. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado alcançou 39,419 milhões de pessoas, aumento de 252 mil vagas em relação ao trimestre anterior e de 398 mil postos na comparação anual, maior nível da série histórica iniciada em 2012.
O número de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado chegou a 13,568 milhões de pessoas, alta de 288 mil trabalhadores em relação ao trimestre anterior e aumento de 29 mil pessoas em um ano. O trabalho por conta própria reuniu 26,093 milhões de pessoas, crescimento de 133 mil trabalhadores no trimestre e de 314 mil na comparação anual. O número de empregadores aumentou em 78 mil pessoas no trimestre, para 4,309 milhões, enquanto em relação ao mesmo período de 2025 houve expansão de 2,0%, equivalente a 86 mil empregadores adicionais. O setor público registrou aumento de 336 mil ocupados no trimestre, alcançando 13,018 milhões de pessoas. Na comparação anual, foram abertas 182 mil vagas. O trabalho doméstico apresentou redução de 28 mil pessoas no trimestre, totalizando 5,41 milhões de trabalhadores, queda de 290 mil pessoas em relação ao mesmo período de 2025. A população em idade de trabalhar, formada por pessoas com 14 anos ou mais, somou 175,4 milhões de pessoas, aumento de 319 mil trabalhadores no trimestre.
A força de trabalho reuniu 108,9 milhões de pessoas, alta de 363 mil em relação ao trimestre anterior. Já a população fora da força de trabalho permaneceu estável na comparação trimestral, representando 37,9% da população em idade de trabalhar. A subutilização da força de trabalho também apresentou melhora. A taxa composta de subutilização recuou de 14,3% no trimestre encerrado em março para 12,9% no trimestre até junho. O indicador, que considera desempregados, trabalhadores subocupados por insuficiência de horas e pessoas disponíveis para trabalhar, alcançou 14,659 milhões de pessoas, queda de 1,642 milhão no trimestre e de 1,809 milhão em 12 meses. A taxa de informalidade ficou em 37,4%, com 38,579 milhões de trabalhadores nessa condição. Apesar da redução da taxa de desemprego, houve aumento de 495 mil trabalhadores informais em relação ao trimestre anterior. A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas somou 4,075 milhões de pessoas, equivalente a uma taxa de 4,0%, ante 4,3% no trimestre encerrado em março.
O número representa redução de 290 mil trabalhadores em três meses e de 528 mil em um ano. A redução do desemprego ocorreu principalmente pela expansão das contratações e do nível de ocupação, com maior absorção da mão de obra disponível pelo mercado. A população ocupada cresceu 0,7% em 12 meses, enquanto a população desocupada recuou 6,3% no mesmo período. Entre os setores econômicos, Administração Pública, saúde e educação apresentaram crescimento de 2,6% no trimestre e de 2,9% na comparação acumulada do ano em relação ao número de pessoas ocupadas. Segmentos como transporte, informação, administração pública, saúde e educação contribuíram para o aumento da ocupação, enquanto os serviços domésticos apresentaram retração na comparação anual. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.