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03/Aug/2026

Brasil reduz exportações para Argentina em 2026

O Brasil encerrou 2025 com superávit comercial de US$ 5,2 bilhões nas trocas com a Argentina, o terceiro maior saldo positivo da série histórica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), iniciada em 1997. O resultado foi composto por US$ 18,1 bilhões em exportações brasileiras e US$ 12,9 bilhões em importações provenientes do país vizinho. Apesar do desempenho registrado no ano passado, as exportações brasileiras para a Argentina recuaram 19,4% no primeiro semestre de 2026. Em 2026, exportações brasileiras para a Argentina somaram US$ 7,4 bilhões entre janeiro e junho. No mesmo período, as importações de produtos argentinos cresceram 3,8%, alcançando US$ 6,4 bilhões. Com esse resultado, o saldo comercial permaneceu favorável ao Brasil em US$ 950,6 milhões. A Argentina permanece entre os principais parceiros comerciais do Brasil, ao lado de China, Estados Unidos e União Europeia. No primeiro semestre de 2026, o país respondeu por 3,98% das exportações brasileiras e por 4,49% das importações realizadas pelo Brasil.

O maior superávit comercial brasileiro com a Argentina foi registrado em 2017, quando alcançou US$ 8,2 bilhões. O segundo maior saldo positivo ocorreu em 2011, com US$ 5,8 bilhões. Ao longo dos 29 anos da série histórica, a Argentina apresentou superávit comercial frente ao Brasil em apenas nove anos, entre 1997 e 2003, além de 2019 e 2021. A pauta exportadora brasileira para a Argentina é concentrada em produtos da indústria de transformação. Em 2025, veículos automóveis de passageiros, veículos para transporte de mercadorias, veículos rodoviários e partes e acessórios automotivos responderam conjuntamente por 42,2% das vendas brasileiras ao mercado argentino. As importações provenientes da Argentina também apresentam predominância de produtos industrializados, especialmente veículos automotores, componentes automotivos, motores de pistão e gás liquefeito de petróleo (GLP). Entre os produtos agropecuários importados pelo Brasil destacam-se trigo e centeio não moídos, frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas, além de cevada não moída.

No campo diplomático, as relações entre Brasil e Argentina passam por um período de tensão após declarações do presidente argentino Javier Milei durante evento político, com críticas direcionadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Apesar desse contexto, o MDIC informou não identificar uma crise diplomática entre os dois países. O Ministério das Relações Exteriores também (MRE) avalia que as relações diplomáticas permanecem em funcionamento, embora reconheça que o momento exige acompanhamento e evolução gradual do diálogo institucional. Após reuniões em Brasília com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, confirmou o retorno às suas funções em Buenos Aires. A avaliação do governo brasileiro é de que as manifestações de apoio recebidas por parte de diferentes setores da sociedade argentina contribuíram para reduzir as tensões, reforçando a expectativa de normalização das relações bilaterais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.