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03/Aug/2026

Dólar fecha estável e acumula queda no mês de julho

O dólar encerrou a sessão de sexta-feira (31/07) praticamente estável frente ao Real, em um pregão marcado por problemas operacionais na B3, que atrasaram a abertura dos mercados de câmbio, ações e juros, além da formação da Ptax de encerramento do mês. A moeda norte-americana fechou a R$ 5,06, com alta de 0,13%. Na semana passada, acumulou recuo de 0,25% e, em julho, desvalorização de 1,82% frente ao Real. O mercado iniciou as negociações com atraso devido a uma falha técnica na B3. Os contratos futuros de dólar começaram a ser negociados somente após as 9h35, inicialmente com o vencimento setembro, seguido pelo contrato agosto. A ausência de referência do mercado futuro reduziu significativamente a liquidez no mercado à vista durante o início do pregão.

Os mercados de ações e de Depósitos Interfinanceiros (DIs) só iniciaram as operações a partir das 12h30. O atraso ocorreu justamente no último dia útil do mês, período tradicionalmente marcado pela disputa entre os agentes financeiros em torno da formação da taxa Ptax, utilizada como referência para a liquidação dos contratos futuros de câmbio. O Banco Central fixou a Ptax de venda em R$ 5,07. Após sua divulgação, a volatilidade diminuiu e a moeda passou a oscilar em faixa estreita até o encerramento. Ao longo da sessão, o dólar atingiu máxima de R$ 5,08 e mínima de R$ 5,06, refletindo a menor liquidez antes da normalização das negociações. No mercado internacional, o comportamento da moeda norte-americana foi misto.

O dólar apresentou valorização frente a algumas moedas de países emergentes, como os pesos colombiano e chileno, enquanto perdeu força em relação à rupia indiana e ao peso mexicano. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuou 0,18%, encerrando aos 99,887 pontos. O ambiente externo permaneceu influenciado pela continuidade da valorização do petróleo Brent, negociado próximo de US$ 90,00 por barril, pela elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e pelos desdobramentos da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), além das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.