04/Aug/2026
INFLAÇÃO
A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 recuou pela quinta semana consecutiva, passando de 5,12% para 5,03%. Apesar da redução, a estimativa permanece 0,53% acima do teto do sistema de metas de inflação, fixado em 4,50%. Para 2027, a projeção permanece em 4,22%, acima dos 4,18% registrados um mês antes. As expectativas para os anos seguintes permanecem estáveis. A previsão para o IPCA de 2028 está mantida em 3,80%, ante 3,70% há um mês, enquanto a projeção para 2029 permanece em 3,50% pela 48ª semana consecutiva.
Desde 2025, o regime de metas de inflação passou a ser contínuo, tendo como referência o IPCA acumulado em 12 meses. O centro da meta é de 3,0%, com intervalo de tolerância de 1,5% para mais ou para menos. Caso a inflação permaneça fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que a meta não foi cumprida. As estimativas para a inflação de curto prazo indicam que o IPCA deve acumular alta de 0,41% de julho a setembro deste ano. A projeção para julho caiu de 0,20% para 0,08% e para setembro seguiu em 0,50%. Há um mês, eram de 0,30% e 0,46%, respectivamente. A estimativa para agosto seguiu negativa, mas passou de 0,14% para 0,17%. Há um mês, indicava deflação de 0,03%.
PIB
A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 permanece em 1,99% pela quinta semana consecutiva. A expectativa do mercado para o desempenho da economia em 2026 permanece alinhada à projeção do Banco Central, que prevê expansão de 2,0% para o PIB. Para 2027, a estimativa foi reduzida de 1,60% para 1,57%. As projeções de crescimento para os anos seguintes permanecem inalteradas. A previsão para o PIB de 2028 está mantida em 2,00% pela 125ª semana consecutiva, enquanto a estimativa para 2029 permanece em 2,00% pela 72ª semana seguida.
JUROS
A projeção para a taxa Selic ao final de 2026 foi reduzida de 14,00% para 13,75%. Para o fim de 2027, a previsão permanece em 12,00% pela sétima semana consecutiva. Em 2026, o Copom promoveu, até o momento, três reduções de 0,25% na taxa básica de juros, levando a Selic para 14,25% ao ano. As projeções para os anos seguintes permanecem inalteradas. A estimativa para a Selic ao final de 2028 está mantida em 10,50% pela quinta semana consecutiva, enquanto a estimativa para o encerramento de 2029 permanece em 10,00% pela 13ª semana seguida.
DÓLAR
A projeção para a cotação do dólar ao final de 2026 permanece em R$ 5,20 pela sétima semana consecutiva. Para o fim de 2027, a previsão tem leve recuo, de R$ 5,29 para R$ 5,28. Há um mês, a projeção também era de R$ 5,28. As estimativas para os anos seguintes apresentam pouca variação. A projeção para o encerramento de 2028 permanece em R$ 5,30, abaixo dos R$ 5,35 observados há um mês. Para 2029, a expectativa foi elevada de R$ 5,37 para R$ 5,39, permanecendo inferior aos R$ 5,40 projetados um mês antes.
Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.