04/Aug/2026
O dólar encerrou esta segunda-feira (03/08) em alta de 0,38% frente ao Real, cotado a R$ 5,08, após alternar entre perdas e ganhos ao longo da sessão. Apesar da valorização, a moeda norte-americana ainda acumula desvalorização de 7,31% em 2026. No mercado doméstico, o movimento foi influenciado principalmente pelo aumento da demanda de importadores e pela atuação das tesourarias de bancos, que aproveitaram os níveis mais baixos da moeda para recompor posições. Após atingir a mínima intradiária de R$ 5,05, o dólar passou a ganhar força, alcançando máxima de R$ 5,09. No cenário internacional, os investidores acompanharam os desdobramentos das tensões no Oriente Médio.
A possibilidade de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã reduziu parte dos prêmios de risco, favorecendo a queda das cotações do petróleo e o recuo dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano. Apesar das sinalizações de diálogo, o governo iraniano negou negociações diretas com os Estados Unidos, mantendo elevado o nível de incerteza geopolítica. Outro fator de atenção foi a confirmação da atuação conjunta das autoridades do Japão e dos Estados Unidos para conter a desvalorização do iene. A intervenção contribuiu para o fortalecimento da moeda japonesa, enquanto o dólar avançou frente a outras moedas fortes.
O índice DXY, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, registrava alta de 0,26%, aos 99,969 pontos. No Brasil, o Boletim Focus manteve a projeção para o dólar em R$ 5,20 no encerramento de 2026 e reduziu a estimativa para a taxa Selic ao fim do ano de 14,00% para 13,75%, refletindo expectativa de dois cortes de 0,25% até dezembro. A perspectiva de redução dos juros domésticos, combinada com a expectativa de aperto monetário nos Estados Unidos, tende a reduzir parte do diferencial de juros que vinha favorecendo a entrada de capital estrangeiro no mercado brasileiro. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.