28/Aug/2026
De acordo com os dados mensais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quinta-feira (27/08) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho. Em igual período de 2025, a taxa de desemprego estava em 5,6%. No trimestre móvel até junho, a taxa de desocupação estava em 5,4%. A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.762,00 no trimestre encerrado em julho. O resultado representa alta de 3,3% em relação ao mesmo trimestre de 2025. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 383,5 bilhões no trimestre encerrado em julho, alta de 4,1% ante igual período do ano passado. A massa de salários em circulação na economia aumentou em R$ 15,115 bilhões no período de um ano, para R$ 383,5 bilhões, uma alta de 4,1% no trimestre encerrado em julho ante o trimestre terminado em julho de 2025. Na comparação com o trimestre terminado em abril, a massa de renda real subiu 0,2%, com R$ 904 milhões a mais.
O País registrou crescimento de 1,002 milhão de vagas no mercado de trabalho em apenas um trimestre. A população ocupada ficou em 103,335 milhões de pessoas no trimestre encerrado em julho de 2026. Em um ano, esse contingente aumentou em 899 mil pessoas. A população desocupada diminuiu em 503 mil pessoas em um trimestre, totalizando 5,819 milhões de desempregados no trimestre até julho. Em um ano, 299 mil pessoas deixaram o desemprego. A população inativa somou 109,154 milhões de pessoas no trimestre encerrado em julho, 499 mil inativos a mais que no trimestre anterior. Em um ano, houve aumento de 600 mil pessoas. O nível da ocupação (porcentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) passou de 58,4% no trimestre encerrado em abril para 58,9% no trimestre até julho. No trimestre terminado em julho de 2025, o nível da ocupação era de 58,8%. O trimestre encerrado em julho mostrou uma abertura de 139 mil vagas com carteira assinada no setor privado em relação ao trimestre encerrado em abril.
Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, 314 mil vagas foram criadas no setor privado. O total de pessoas com carteira assinada no setor privado foi de 39,428 milhões de trabalhadores no trimestre até julho, enquanto os sem carteira assinada somaram 13,753 milhões de pessoas, 477 mil a mais do que no trimestre anterior. Em relação ao trimestre até julho de 2025, foram criadas 283 mil vagas sem carteira no setor privado. O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) chegou a 39,4 milhões, o maior contingente da série histórica, iniciada em janeiro de 2012. O total ficou estável no trimestre, com variação de 0,4%, e no ano, com alta de 0,8%. Já o número de empregados sem carteira assinada no setor privado somou 13,8 milhões. Esse contingente cresceu 3,6% no trimestre, o equivalente a mais 477 mil pessoas, e ficou estável na comparação anual, com variação de 2,1% (mais 283 mil pessoas). Com esses resultados, o contingente total de empregados no setor privado também foi o maior da série, alcançando 53,2 milhões de pessoas.
O trabalho por conta própria ganhou a adesão de 74 mil pessoas em um trimestre, para um total de 26,099 milhões de trabalhadores. O resultado representa 162 mil pessoas a mais trabalhando nesta condição na comparação com o mesmo período do ano anterior. O número de empregadores aumentou em 175 mil em um trimestre, para 4,376 milhões de pessoas. Em relação a julho de 2025, o total de empregadores cresceu em 5,4%, número que representa um aumento de 225 mil empregadores. O País teve uma queda de 23 mil pessoas no trabalho doméstico em um trimestre, para um total de 5,409 milhões de pessoas. O resultado representa queda de 236 mil trabalhadores ante o mesmo trimestre do ano anterior. O setor público teve 88 mil pessoas a mais no trimestre terminado em julho ante o trimestre encerrado em abril, para um total de 12,972 milhões de ocupados. Na comparação com o trimestre até julho de 2025, foram abertas 88 mil vagas. O Brasil registrou uma taxa de informalidade de 37,5% no mercado de trabalho no trimestre até julho. O Brasil alcançou 38,775 milhões de trabalhadores atuando na informalidade no período.
Em um trimestre, mais pessoas passaram a atuar como trabalhadores informais: houve crescimento de 657 mil trabalhadores nesta situação no período. A taxa de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas ficou em 4,1% no trimestre até julho de 2026, ante 4,1% no trimestre até abril. Em todo o Brasil, há 4,231 milhões de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas. O indicador inclui as pessoas ocupadas com uma jornada inferior a 40 horas semanais que gostariam de trabalhar por um período maior. Na passagem do trimestre até abril para o trimestre até julho, houve um recuo de 12 mil pessoas na população nessa condição. O País tem 336 mil pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas a menos em um ano. No trimestre terminado em julho, faltou trabalho para 14,866 milhões de pessoas no País. A taxa composta de subutilização da força de trabalho diminuiu de 13,8% no trimestre até abril para 13,0% no trimestre até julho. O indicador inclui a taxa de desocupação, a taxa de subocupação por insuficiência de horas e a taxa da força de trabalho potencial, pessoas que não estão em busca de emprego, mas que estariam disponíveis para trabalhar.
No trimestre até julho de 2025, a taxa de subutilização da força de trabalho estava em 14,1%. A população subutilizada caiu 5,2% ante o trimestre até abril, 819 mil pessoas a menos. Em relação ao trimestre até julho de 2025, houve um recuo de 7,7%, menos 1,234 milhão de pessoas. O Brasil registrou 2,316 milhões de pessoas em situação de desalento no trimestre encerrado em julho. O resultado significa 248 mil desalentados a menos em relação ao trimestre encerrado em abril, um recuo de 9,7%. Em um ano, 380 mil pessoas deixaram a situação de desalento, baixa de 14,1%. A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. Os desalentados fazem parte da força de trabalho potencial.
O recorde de empregos com carteira assinada no País, que alcançou 39,4 milhões no trimestre encerrado em julho, não impediu o avanço da informalidade no mercado de trabalho. O total de pessoas ocupadas em trabalhos formais e informais também atingiu recorde. Em julho, 103,3 milhões de pessoas estavam empregadas em atividades formais e informais, o maior contingente da série histórica iniciada em janeiro de 2012. Desse total, 39,4 milhões estavam empregados com carteira assinada no setor privado, alta de 0,4% em relação ao trimestre móvel imediatamente anterior. Apesar do avanço do emprego formal, a taxa de informalidade aumentou para 37,5%, ante 37,2% no trimestre encerrado em abril.
Isso representa 38,8 milhões de trabalhadores em postos informais. A evolução da informalidade está relacionada, em parte, às características conjunturais de economias em desenvolvimento, como a brasileira. Uma parcela relevante dos trabalhadores informais é composta por pessoas que atuam por conta própria, muitas vezes como alternativa para geração de renda por meio de pequenos negócios no comércio, comércio ambulante e prestação autônoma de serviços. O aumento da informalidade também pode ter relação com a expansão do emprego na construção civil no trimestre. A atividade apresenta elevada participação de trabalhadores informais e é marcada pela presença de ocupações temporárias e trabalhos ocasionais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.