01/Sep/2026
A China rejeitou as críticas do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, sobre o superávit comercial chinês, estimado em quase US$ 1,2 trilhão, e voltou a se opor à adoção de tarifas unilaterais. O Ministério das Relações Exteriores da China reiterou que o país não busca deliberadamente superávits comerciais e classificou a relação econômica e comercial entre China e Estados Unidos como baseada em benefício mútuo e ganhos compartilhados. O Ministério das Relações Exteriores da China defendeu a continuidade da abertura econômica de alto nível e indicou que China e Estados Unidos devem tratar suas divergências com base em igualdade, respeito e benefício mútuo.
A China também sinalizou a necessidade de preservar o ambiente favorável construído nas relações comerciais bilaterais. Bessent havia indicado a intenção de incentivar os integrantes do G20 a reexaminar seus termos comerciais com a China, com o objetivo de reduzir desequilíbrios globais e pressionar o governo chinês a direcionar sua economia para o consumo doméstico, reduzindo a dependência das exportações. A avaliação do secretário do Tesouro norte-americano é de que um superávit comercial chinês de US$ 1,2 trilhão não é sustentável e que o atual volume de exportações da China representa um desequilíbrio para a economia global. As declarações ocorrem após relatos de que o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia a aplicação de uma tarifa adicional de 7,5% sobre produtos chineses.
A medida estaria relacionada às preocupações com o excesso de capacidade industrial da China e com exportações realizadas a preços considerados artificialmente baixos. A possível tarifa adicional está sendo avaliada antes de um encontro bilateral entre Trump e o presidente da China, Xi Jinping, previsto para o fim de setembro. O tema comercial permanece como um dos principais pontos de negociação entre as duas maiores economias do mundo, em meio às discussões sobre desequilíbrios comerciais, política industrial, exportações e acesso aos mercados. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.