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02/Sep/2026

OCX: declaração conjunta critica os ataques ao Irã

Os líderes da Organização para Cooperação de Xangai (OCX) assinaram declaração conjunta condenando os ataques militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e as sanções ocidentais impostas a alguns de seus integrantes, após uma cúpula de dois dias realizada no Quirguistão. A OCX é composta pelos seguintes países: China, Rússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Uzbequistão, Índia, Paquistão, Irã e Bielorrússia A Declaração de Bishkek classificou os ataques ao território iraniano como contrários aos princípios e às normas do direito internacional e à Carta das Nações Unidas, além de apontar riscos relevantes para a paz, a segurança e a estabilidade internacionais. O documento condenou os ataques militares contra o território da República Islâmica do Irã, que resultaram em numerosas vítimas civis e danos significativos à economia do país.

Os Estados-membros da OCX também expressaram condolências ao povo e ao governo iranianos pela morte do líder supremo Ali Khamenei e às famílias das vítimas dos ataques. A declaração foi assinada pelo presidente da China, Xi Jinping, pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, pelo primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e por outros líderes dos países integrantes da organização. A posição conjunta reforça a convergência entre importantes membros da OCX em torno da defesa da soberania nacional, do direito internacional e de uma estrutura multilateral de governança. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, defendeu durante a cúpula o fortalecimento simultâneo da cooperação em segurança e das relações econômicas dentro da organização. Entre as iniciativas apresentadas estão propostas destinadas a aprofundar a cooperação financeira e bancária, ampliar o comércio entre os países-membros e garantir a segurança energética.

Putin e Xi também defenderam o multilateralismo e o fortalecimento do Sul Global diante do avanço do protecionismo. As manifestações ocorreram antes da intensificação dos ataques norte-americanos contra o Irã nesta terça-feira (1º/09), movimento que foi seguido por uma promessa de retaliação por parte do Irã. O posicionamento dos principais líderes da OCX reforça a crescente dimensão geopolítica da organização e sua atuação como espaço de coordenação política, econômica e de segurança entre países que defendem uma ordem internacional mais multipolar. O presidente da China, Xi Jinping, defendeu o fortalecimento do papel da Organização das Nações Unidas (ONU) e a construção de uma ordem internacional multipolar diante da retomada de movimentos associados ao hegemonismo, unilateralismo e protecionismo.

A avaliação foi apresentada durante discurso na Organização para Cooperação de Xangai (OCX), que completa 25 anos. Xi Jinping considera que a ascensão do chamado Sul Global está alterando o equilíbrio internacional e que o movimento em direção à multipolaridade apresenta caráter irreversível. Nesse contexto, a China defende maior representação e participação dos países do Sul Global nos assuntos internacionais, com uma nova configuração baseada em equilíbrio, ordem e Estado de direito. A Carta das Nações Unidas deve permanecer como referência central das normas internacionais. Sem fazer referência direta aos Estados Unidos ou ao G20, o presidente chinês criticou modelos de governança internacional conduzidos por um único país, por poucos países ou por um determinado bloco, avaliando que esse formato não corresponde ao conceito de multilateralismo.

A China também rejeita o avanço de medidas protecionistas e interrupções nas cadeias globais de suprimentos, defendendo maior abertura comercial, cooperação internacional e redução das disparidades digitais e relacionadas ao desenvolvimento da inteligência artificial. Ao destacar os 25 anos da OCX, Xi Jinping atribuiu ao bloco potencial para ampliar sua contribuição ao processo de multipolarização da ordem internacional. A organização reúne cerca de metade da população mundial e representa aproximadamente um quarto da economia global. Entre as prioridades apontadas para a OCX estão a ampliação da prosperidade na Eurásia e o fortalecimento das parcerias com países do Sul Global, com ênfase em mecanismos de diálogo e cooperação em substituição a estratégias baseadas em confronto. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.