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02/Sep/2026

Brasil: PIB do 2º trimestre/2026 em patamar recorde

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou alta de 0,5% no segundo trimestre de 2026 ante o primeiro trimestre de 2026, informou nesta terça-feira (1º/09) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio acima da mediana das estimativas, de alta de 0,4%, com intervalo entre 0,2% e 0,7%. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o PIB apresentou alta de 2% no segundo trimestre de 2026. O PIB do segundo trimestre de 2026 totalizou R$ 3,4 trilhões. O PIB atingiu, no segundo trimestre de 2026, o maior patamar da série histórica de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, iniciada em 1996. O PIB cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 ante o primeiro trimestre de 2026. Em seis meses, a alta foi de 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O patamar é recorde e o PIB acompanha a trajetória da atividade de serviços, que tem o maior peso na atividade econômica do País, com cerca de 70%. No segundo trimestre de 2026, o setor de serviços variou 0,2%. A agropecuária foi a principal responsável pelo crescimento da atividade, com alta de 2,8%.

A indústria variou 0,1%. Em valores, o PIB do segundo trimestre de 2026 alcançou R$ 3,4 trilhões. O PIB da agropecuária subiu 2,8% no segundo trimestre de 2026 ante o primeiro. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o PIB da agropecuária teve alta de 6,8%. No primeiro semestre de 2026, o PIB da agropecuária cresceu 3,6% ante 2025. O consumo das famílias recuou 0,4% no segundo trimestre de 2026 ante o primeiro trimestre de 2026. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o consumo das famílias avançou 0,5%. O consumo do governo, por sua vez, subiu 0,4% no segundo trimestre de 2026 ante o primeiro trimestre de 2026. Frente ao segundo trimestre de 2025, o consumo do governo sobe 3,1%. O consumo das famílias recuou 0,6% no segundo trimestre de 2026, na série com ajuste sazonal, marcando a pior queda desde o quarto trimestre de 2024. O PIB da indústria subiu 0,1% no segundo trimestre de 2026 ante o primeiro trimestre de 2026. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o PIB da indústria mostrou alta de 1,5%. No primeiro semestre, o crescimento foi de 1,6%.

As exportações caíram 0,8% no segundo trimestre ante o primeiro trimestre de 2026. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, as exportações mostraram alta de 3,8%. As importações contabilizadas no PIB, por sua vez, subiram 1,8% no segundo trimestre ante o primeiro trimestre de 2026. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, as importações mostraram alta de 5,5%. A contabilidade das exportações e importações no PIB é diferente da realizada para a elaboração da balança comercial. No PIB, entram bens e serviços, e as variações percentuais divulgadas dizem respeito ao volume. Já na balança comercial entram somente bens, e o registro foi feito em valores, com grande influência dos preços. O petróleo foi o principal responsável pela queda das exportações no segundo trimestre de 2026. O comportamento mais fraco das vendas externas ocorre apesar do desempenho forte de atividades tipicamente exportadoras no período, como a extração mineral e a agropecuária, e tende a estar ligado a uma defasagem entre produção e embarques, devido à dinâmica de formação de estoques. Ao mesmo tempo, houve aumento relevante de estoques de petróleo no trimestre.

A estocagem ajuda a explicar por que uma produção elevada não se converte imediatamente em exportações maiores, já que parte do volume produzido pode permanecer armazenado e ser escoado ao longo dos trimestres seguintes. Teve ainda a influência de medidas do tarifaço dos Estados Unidos sobre itens metálicos, mas esse fator, isoladamente, não é suficiente para explicar o desempenho das exportações desses produtos. A tarifação pode ter contribuído para a queda nas vendas externas de laminados e chapas de aço, mas não deve ser tratada como a única causa do recuo observado. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) subiu 1,2% no segundo trimestre de 2026 ante o trimestre imediatamente anterior. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, a FBCF teve alta de 1,4%. No ano acumulado em quatro trimestres, a FBCF recuou 0,2% ante mesmo período de 2025. A alta de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2026, na comparação com o primeiro trimestre, foi sustentada principalmente pela demanda interna, com destaque para investimento e gasto público.

A Formação Bruta de Capital Fixo e as despesas do governo puxaram a alta do PIB no segundo trimestre de 2026. Pela ótica da produção, o avanço do período foi liderado por alguns segmentos específicos, em um quadro de crescimento mais moderado no conjunto da indústria e dos serviços. A indústria extrativa mineral, agropecuária e informação e comunicação puxaram a produção no segundo trimestre de 2026. No caso da indústria, a principal contribuição veio das atividades extrativas, que avançaram no trimestre, enquanto outros ramos industriais tiveram desempenho mais fraco. A extração de petróleo e gás impulsionou a indústria extrativa mineral. Na agropecuária, o resultado refletiu o desempenho de culturas com colheitas relevantes no período e ganho de produtividade. O crescimento da agropecuária foi puxado por soja e café. Nem todas as culturas tiveram comportamento favorável. Algumas culturas tiveram queda, como o arroz e o algodão. Mas, a queda foi mais recompensada pelo crescimento da soja, café, pecuária e outras lavouras. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.