02/Sep/2026
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliou de R$ 5 bilhões para R$ 9,1 bilhões sua participação no Plano Brasil Soberano 3. Com os recursos adicionais, o orçamento total da nova etapa do programa de apoio às empresas afetadas pelas tarifas comerciais dos Estados Unidos, aplicadas pelo presidente Donald Trump, alcança R$ 22,6 bilhões. O plano também contempla empresas brasileiras prejudicadas pelos conflitos no Oriente Médio e setores considerados estratégicos para a balança comercial, como minerais críticos. Do total de recursos, R$ 8,8 bilhões serão destinados a exportadores e fornecedores afetados pela aplicação de tarifas comerciais pelos Estados Unidos. Outros R$ 6,8 bilhões serão direcionados a exportadores e seus fornecedores que comercializam para países do Golfo Pérsico, região impactada pelo conflito no Oriente Médio. Os R$ 7 bilhões restantes serão distribuídos entre setores estratégicos.
Desse montante, R$ 1 bilhão será destinado a empresas de setores industriais relevantes para o comércio exterior brasileiro; R$ 4 bilhões para empresas envolvidas na fabricação de adubos e fertilizantes ou de intermediários para fertilizantes; e R$ 2 bilhões para empresas que atuam em atividades industriais e tecnológicas relacionadas à cadeia de minerais críticos e estratégicos. As linhas de financiamento abrangem capital de giro, capital de giro para exportação, aquisição de bens de capital e investimentos destinados à adaptação da atividade produtiva. Também poderão ser financiados investimentos para ampliação da capacidade produtiva ou adensamento da cadeia de produção, projetos de inovação tecnológica e adaptação de produtos, serviços e processos, entre outras modalidades definidas pelos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O BNDES considera o Plano Brasil Soberano um instrumento para ampliar o acesso das empresas brasileiras ao crédito em um cenário de maior instabilidade no comércio internacional.
A nova etapa amplia o apoio a setores industriais estratégicos, com destaque para fertilizantes e minerais críticos, considerados relevantes para a estrutura produtiva e para o desenvolvimento econômico do País. As taxas de remuneração das fontes de recursos variam de até 1,5% no caso do BNDES a até 5% para as demais instituições financeiras participantes. As empresas interessadas poderão protocolar os pedidos de financiamento no prazo de 15 dias, diretamente no BNDES ou por meio de instituições parceiras. Os encargos financeiros variam conforme a finalidade do financiamento. Para capital de giro, as taxas são de 9,8% para grandes empresas e de 8,3% para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). Para capital de giro destinado à exportação, a taxa é de 8,3%. Para aquisição de bens de capital, o encargo é de 8%; para investimentos, de 6,5%; e para transformação de minerais críticos, de 3%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.