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03/Sep/2026

China rejeita interferência externa no Oriente Médio

O presidente da China, Xi Jinping, defendeu nesta quarta-feira (02/09) que os países do Oriente Médio mantenham autonomia para conduzir seus próprios assuntos e rejeitem interferências externas. A posição foi apresentada durante reunião com o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, no Cairo, na qual Xi também propôs medidas para uma nova arquitetura de segurança regional. O líder chinês defendeu soluções abrangentes para os conflitos da região e reiterou que a questão palestina permanece como elemento central das tensões no Oriente Médio e não deve ser ignorada ou marginalizada. Segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China, Xi apresentou quatro frentes para a segurança regional.

Entre elas estão a ampliação da autonomia dos países do Oriente Médio, o diálogo para a construção de uma arquitetura própria de segurança e a adoção de uma abordagem abrangente para os focos de tensão, considerados interligados. Xi também avaliou que o desenvolvimento econômico constitui a base para uma estabilidade duradoura e indicou que a China está disposta a trabalhar com os países da região para proteger a segurança das rotas marítimas internacionais. Xi defendeu ainda que a Carta das Nações Unidas e o direito internacional sejam utilizados como referências para o tratamento das questões do Oriente Médio.

O governo chinês também pediu que potências externas abandonem padrões duplos, respeitem a soberania e a integridade territorial dos países da região e apoiem uma atuação efetiva da Organização das Nações Unidas (ONU). Al-Sisi sinalizou a intenção do Egito de ampliar a coordenação com a China para reduzir as tensões e avançar na construção de uma arquitetura regional de segurança. Em comunicado conjunto, China e Egito reiteraram apoio à solução de dois Estados, com a criação de um Estado palestino independente nas fronteiras de 1967 e Jerusalém Oriental como capital. Os dois países também se posicionaram contra o deslocamento de palestinos, defenderam a consolidação do cessar-fogo na Faixa de Gaza e reivindicaram acesso irrestrito à ajuda humanitária. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.