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03/Sep/2026

Oriente Médio: Irã acusa EUA de atacar alvos civis

O presidente do Parlamento do Irã e principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, chamou os líderes dos Estados Unidos de "Satanás", após os ataques realizados contra o Irã no dia 1º de setembro. "Se o poder age como Satã, escolhe alvos como Satã, e mata como Satã, então ele é Satã", escreveu em publicação no X. Ghalibaf listou os ataques norte-americanos contra a escola de Minab, ginásio esportivo de Lamerd e um casamento em Kuhestak, todos eles fazendo crianças de vítimas, segundo o parlamentar. As declarações ocorreram na esteira de ataques norte-americanos contra várias regiões do Irã. Um deles atingiu uma casa em área residencial, que sediava um casamento em Kuhestak, uma pequena cidade costeira com vista para o Estreito de Ormuz, de acordo com a mídia iraniana. Quatro pessoas foram mortas, duas mulheres e duas crianças, de 4 e 16 anos e pelo menos 68 ficaram feridas, informou a agência de notícias estatal IRNA e a TV estatal nesta quarta-feira (02/09). Várias explosões pesadas sacudiram Kuhestak, com bolas de fogo que iluminaram o céu noturno, de acordo com imagens de câmeras de segurança divulgadas pela Fars.

Imagens da Tasnim mostraram várias crianças hospitalizadas sendo tratadas por ferimentos em um hospital na cidade próxima de Minab, onde um ataque de míssil dos Estados Unidos no dia de abertura da guerra atingiu uma escola primária, matando mais de 100 crianças. Imagens do Crescente Vermelho Iraniano mostraram trabalhadores de resgate entrando em uma casa danificada após o ataque. Mostrava um buraco no telhado de uma casa em um bairro de casas densamente agrupadas. Dois especialistas em armamentos disseram à Associated Press que imagens de fragmentos de um míssil, que a mídia iraniana afirmou ter sido usado no ataque, eram de um míssil de cruzeiro SLAM-ER de fabricação norte-americana, uma arma muito precisa e que pode ser redirecionada em voo por um operador humano assistindo por câmera infravermelha. A Armament Research Services disse que o míssil lançado do ar também é usado pelos Emirados Árabes Unidos e pela Arábia Saudita. Nenhum dos dois relatou ter realizado ataques recentes ao Irã.

"Não se enganem: esses crimes não ficarão impunes", disse Ebrahim Azizi, presidente do Comitê de Segurança Nacional e Política Externa do parlamento iraniano. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) disse que o exército norte-americano estava "ciente dos relatos, que se originaram da mídia estatal iraniana, e estamos investigando". Separadamente, o Irã afirmou que quatro membros de sua Guarda Revolucionária paramilitar e 10 membros das forças voluntárias Basij da Guarda morreram nos ataques dos Estados Unidos. Ainda, o governo do Peru tomou a decisão de romper relações diplomáticas com o Irã nesta quarta-feira (02/09), condenando o país por incitar instabilidade no Oriente Médio e afetar gravemente a paz e a segurança internacionais. O Peru destacou as severas restrições impostas pelo regime iraniano ao comércio internacional por meio do Estreito de Ormuz desde março de 2026. A decisão de romper relações foi comunicada ao Irã por meio de nota diplomática. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.