03/Sep/2026
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, desacelerando em relação à alta de 1,1% registrada nos primeiros três meses do ano. O desempenho da atividade econômica foi influenciado pela pressão dos juros elevados e pelo alto nível de endividamento, com destaque para a retração do consumo das famílias, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O consumo das famílias recuou 0,4% no segundo trimestre ante o primeiro trimestre e foi o único componente do PIB a apresentar queda no período, apesar dos incentivos e estímulos concedidos pelo governo nos últimos meses. Foi o pior resultado desde o quarto trimestre de 2024, quando o consumo das famílias havia encolhido 0,6% na comparação trimestral.
Ante o segundo trimestre de 2025, entretanto, o consumo apresentou alta de 0,5%. Por representar parcela relevante do PIB, o comportamento do consumo tem forte correlação com a trajetória da atividade econômica. Na direção oposta, a agropecuária apresentou crescimento de 2,8% no segundo trimestre ante os primeiros três meses do ano, com destaque para soja, café e pecuária. Os serviços avançaram 0,2%, enquanto a indústria cresceu 0,1%. Dentro da indústria, o segmento extrativo registrou alta de 3,4%, impulsionado pela extração de petróleo e gás. A composição do crescimento foi considerada fraca, reforçando os sinais de perda de tração da atividade econômica nos próximos meses. A retração do consumo das famílias aparece como o principal ponto de atenção.
O desempenho do segundo trimestre é compatível com um processo de desaceleração e esgotamento do ciclo de crescimento, em um ambiente marcado pela manutenção de juros reais elevados por período prolongado. A perda de dinamismo do consumo reforça a perspectiva de menor ritmo da atividade econômica à frente. A taxa de investimento ficou em 16,1% do PIB no segundo trimestre de 2026, abaixo dos 16,6% registrados em igual período de 2025. A taxa de poupança alcançou 16,6%, ligeiramente acima dos 16,5% observados no segundo trimestre do ano passado. Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre de 2026. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.