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04/Sep/2026

Clima: El Niño elevará riscos para agricultura global

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou que o fenômeno El Niño está consolidado e deve se intensificar nos próximos meses, atingindo nível muito forte até o fim de 2026 e mantendo efeitos climáticos severos até 2027. A probabilidade de persistência do evento até fevereiro de 2027 é de quase 100%, impulsionada pelo aquecimento atípico das águas do Oceano Pacífico Tropical. A intensidade e a duração previstas ampliam os riscos de alterações nos padrões de precipitação e temperatura em diferentes regiões do mundo, com potenciais impactos sobre atividades econômicas e comunidades. A intensidade do fenômeno exige preparação e resposta em escala sem precedentes para reduzir os prejuízos potenciais sobre comunidades e setores econômicos estratégicos. A Organização das Nações Unidas (ONU) também alerta para a combinação entre a elevação contínua das temperaturas globais e o aquecimento das águas oceânicas, que aumenta a exposição do planeta a eventos climáticos extremos.

No Brasil, o avanço do chamado Super El Niño amplia os riscos para a agricultura ao modificar os padrões de chuva e temperatura nas principais regiões produtoras. Os efeitos podem resultar em perdas de produtividade e aumento da volatilidade da produção agrícola, dependendo da intensidade e da distribuição dos eventos climáticos. Além dos impactos diretos nas lavouras, o fenômeno pode gerar efeitos sobre o crédito rural, diante de maior endividamento dos produtores e necessidade de recursos para recuperação e replantio, além de pressionar a inflação de alimentos por meio de eventuais aumentos de preços. Também há risco de agravamento dos gargalos logísticos para o escoamento de grãos caso níveis mais baixos dos rios comprometam a navegação e reduzam a capacidade de transporte em importantes corredores hidroviários. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.