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11/Sep/2026

Guerra entre EUA e Irã pode se prolongar até 2029

Assessores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avaliam internamente a possibilidade de que a guerra com o Irã se prolongue pelo restante do atual mandato presidencial, podendo avançar até janeiro de 2029. A avaliação contrasta com a perspectiva pública de uma vitória rápida apresentada por Trump. O vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado, Marco Rubio, e outros integrantes da equipe presidencial consideram que o Irã pode continuar resistindo à pressão dos Estados Unidos, mesmo diante do bloqueio e de outras ações militares. Nesse cenário, a capacidade iraniana de manter a resistência poderia ampliar significativamente a duração do conflito e levar as operações para além do próximo ciclo eleitoral norte-americano.

Uma guerra de vários anos aumentaria a pressão sobre os recursos militares dos Estados Unidos e elevaria os riscos econômicos associados a interrupções prolongadas no mercado global de petróleo. A possibilidade de manutenção das restrições ao fluxo de petróleo e de novas perturbações no mercado de energia acrescenta um componente estratégico ao conflito, com potenciais impactos sobre preços, inflação e atividade econômica global. A avaliação ocorre em um contexto particularmente sensível para os Estados Unidos, diante da eleição presidencial prevista para 2028. A extensão do conflito até esse período poderia ampliar os custos militares, econômicos e políticos para o governo norte-americano, além de aumentar a exposição da economia mundial a choques persistentes no mercado de petróleo.

Ainda, o Irã retomou sua produção de mísseis balísticos usando componentes estocados e trabalhando em instalações subterrâneas, erodindo o que os Estados Unidos e Israel anunciaram como uma grande conquista da guerra. O Irã está montando mísseis de propelente líquido, que precisam ser abastecidos pouco antes do lançamento, bem como mísseis de propelente sólido, que podem ser armazenados prontos para disparar. O Irã também está tentando construir novos pontos de montagem subterrâneos para evitar ser atingido novamente. Os componentes existentes, contudo, estão em quantidades mais limitadas do que antes da guerra. A renovada produção destaca a dificuldade de desmantelar completamente o programa de mísseis do Irã e estende a capacidade de resistir aos ataques dos Estados Unidos e de Israel. Fonte: Wall Street Journal. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.