11/Sep/2026
Segundo a Climatempo, a intensidade do El Niño deve concentrar os maiores volumes de chuva na Região Sul em setembro, enquanto a faixa interiorana do Brasil, especialmente o Matopiba, que engloba áreas de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, deve permanecer com tempo seco, temperaturas elevadas e maior risco de queimadas. No Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a previsão indica ocorrência de precipitações volumosas e persistentes nas próximas semanas, com possibilidade de temporais, granizo e ocorrência pontual de tornados. Esses eventos elevam os riscos para as lavouras e podem provocar danos localizados às áreas cultivadas.
Em São Paulo, a expectativa é de retorno das chuvas com maior frequência até o fim de setembro, porém intercaladas com períodos de elevação das temperaturas. Na Região Centro-Oeste, o avanço da umidade deve ocorrer de maneira pontual e irregular, com maior possibilidade de chuvas no Mato Grosso do Sul, no sul de Goiás e no sul de Mato Grosso. A precipitação pode avançar para outras áreas da região central, mas de forma localizada e irregular. A combinação entre o período anterior de tempo seco e temperaturas elevadas aumenta, nessas áreas, o risco de ocorrência de temporais isolados. No Matopiba, no interior da Região Nordeste e no sul do Pará e do Amazonas, a tendência é de menores volumes de precipitação associados a temperaturas elevadas.
O calor intenso pode provocar queima de folhas em culturas como a bananeira e aumentar a probabilidade de ocorrência de incêndios florestais pontuais nessas localidades. O padrão climático projetado para setembro reforça a distribuição desigual das chuvas no território brasileiro, com maior disponibilidade hídrica na Região Sul e manutenção de condições mais secas e quentes no interior do País. Para a atividade agropecuária, essa configuração amplia a necessidade de monitoramento das condições de campo, tanto pelos riscos de excesso de chuva e eventos severos no Sul quanto pelos efeitos da seca, do calor e das queimadas nas regiões produtoras do interior. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.