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14/Sep/2026

Brasil: “Geração 60+ Moradia e Arranjos Familiares”

De acordo com dados do levantamento “Geração 60+: Moradia e Arranjos Familiares”, elaborado pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população com 60 anos ou mais ampliou sua participação na organização financeira das famílias brasileiras e, em 2025, era responsável pela chefia de 21,6 milhões de domicílios, quase um terço das residências do País. A renda média mensal desse grupo alcançou R$ 3.865,00, o maior nível entre as faixas etárias analisadas. Apesar da maior renda média em relação aos demais grupos etários, a população 60+ perdeu poder de renda na última década.

Entre 2016 e 2025, o rendimento médio dessa parcela da população recuou 4% em termos reais, enquanto a renda média da população geral avançou 13%. A influência econômica da população mais velha nos domicílios também supera a condição de chefe formal da residência. Em 87% dos lares onde vivem pessoas com 60 anos ou mais, essa população é responsável pela chefia ou participa diretamente da gestão do orçamento familiar, indicando presença relevante nas decisões financeiras domésticas e na composição da renda familiar. A maior parte dos chefes de domicílio com 60 anos ou mais também não vive sozinha. Apenas 32% moram por conta própria, enquanto 68% compartilham o domicílio com pelo menos mais uma pessoa.

Nesse contexto, aposentadorias, pensões, rendimentos do trabalho e outras fontes de renda da população mais velha podem integrar o orçamento de famílias formadas por filhos, netos e outros parentes, configurando um arranjo de compartilhamento de renda entre gerações. Ao mesmo tempo, cresce o número de pessoas com 60 anos ou mais que vivem sozinhas. Entre 2015 e 2025, esse contingente aumentou 75%, com a formação de 2,76 milhões de novos domicílios unipessoais. As mulheres são maioria nesse grupo, com cerca de 4 milhões de pessoas, equivalentes a 62% da população 60+ que mora sozinha no País. As Regiões Sudeste e Nordeste concentram 72,6% da população 60+ que vive sozinha, o equivalente a 4,7 milhões de pessoas.

São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais concentram, juntos, 45% desse contingente, correspondente a 2,89 milhões de pessoas. As mulheres são maioria entre os moradores 60+ que vivem sozinhos em 23 das 27 Unidades da Federação. Na Região Sul, representam 67% desse grupo. A exceção é a Região Norte, onde homens e mulheres aparecem em proporção semelhante, com 50% cada. A participação da população mais velha no mercado de trabalho também contribui para explicar seu peso econômico nos domicílios. Em 2025, 8,5 milhões de pessoas com 60 anos ou mais estavam ocupadas, o equivalente a 24,4% da população nessa faixa etária. Considerando a força de trabalho, eram 8,7 milhões de pessoas, ou 25,1% do total. A maior parte da população 60+, entretanto, estava fora do mercado de trabalho: 74,9% não trabalhavam nem procuravam trabalho, conforme os dados do IBGE utilizados no levantamento.

Entre os 8,5 milhões de ocupados, 50,6% eram empreendedores, equivalentes a 4,3 milhões de pessoas. O grupo inclui trabalhadores por conta própria e empregadores. A formalização permanece como um dos principais desafios. Em 2025, 72% dos empreendedores com 60 anos ou mais trabalhavam sem CNPJ, o que corresponde a aproximadamente 3,1 milhões de pessoas. Os dados indicam uma dupla característica da população 60+ na estrutura econômica brasileira: ao mesmo tempo em que essa parcela ocupa posição relevante na sustentação financeira de milhões de famílias, enfrenta desafios relacionados à permanência no mercado de trabalho, à formalização das atividades e à pressão financeira sobre domicílios chefiados por pessoas mais velhas. O levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados foi estruturado com base na PNAD Contínua, produzida pelo IBGE, e considera dados de 2015 a 2025 sobre renda, composição e chefia dos domicílios, arranjos de moradia e participação da população com 60 anos ou mais no mercado de trabalho. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.