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15/Sep/2026

EUA quer reembolso por gastos na guerra com Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia que os fluxos de petróleo pelo Estreito de Ormuz estão sendo retomados e defende que outros países reembolsem os Estados Unidos pelos custos relacionados ao conflito com o Irã. A avaliação ocorre em meio à expectativa de normalização gradual do transporte de petróleo pela principal rota de escoamento do Golfo Pérsico. Trump considera que os Estados Unidos estão atuando mais em benefício de outros países do que de seus próprios interesses e cobra compensação dos países que, segundo sua avaliação, não contribuíram durante a crise.

O presidente norte-americano também voltou a atribuir ao governo do ex-presidente Joe Biden a responsabilidade pela elevação dos preços nos Estados Unidos e avalia que, com exceção temporária do petróleo, os preços estão recuando de forma expressiva. Trump projeta queda acentuada das cotações do petróleo após o encerramento do conflito com o Irã e considera que esse processo deverá ocorrer em prazo relativamente curto. O presidente norte-americano também atribui a alta dos preços do diesel principalmente à guerra entre Rússia e Ucrânia, e não à operação militar norte-americana contra o Irã.

O presidente dos Estados Unidos voltou a defender a atuação militar norte-americana contra o programa nuclear iraniano, sob a avaliação de que os Estados Unidos impediram o Irã de obter uma arma nuclear. O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, demonstrou confiança em uma ampliação dos fluxos de petróleo pelo Estreito de Ormuz nas próximas semanas. A perspectiva de recuperação da circulação pela rota ocorre paralelamente aos reparos em um oleoduto da Arábia Saudita atingido por ataques.

A recuperação do oleoduto saudita, contudo, deverá levar semanas, o que mantém restrições sobre os fluxos de petróleo pelo Mar Vermelho e reduz a utilização de rotas alternativas que evitam o Estreito de Ormuz. O cenário combina expectativa de normalização gradual dos fluxos pelo Golfo com limitações temporárias na infraestrutura de transporte, mantendo elevada a sensibilidade do mercado de petróleo à evolução do conflito no Oriente Médio. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.