15/Sep/2026
Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a indústria brasileira completou 21 meses sem confiança no setor e na economia. Esse é o período mais prolongado de falta de confiança registrado desde 2015 e 2016. A deterioração resulta da piora tanto na avaliação das condições atuais quanto nas expectativas para os próximos seis meses, com maior intensidade na percepção sobre a economia brasileira. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) recuou 1,4 ponto em setembro, de 46,3 pontos em agosto para 44,9 pontos. O indicador permanece abaixo da linha de 50 pontos, que separa confiança de pessimismo entre os empresários industriais.
O Índice de Condições Atuais caiu 2,5 pontos, de 42,7 para 40,2 pontos. A percepção sobre as condições da economia brasileira recuou 3,6 pontos, de 36,6 para 33 pontos, enquanto a avaliação das condições das empresas diminuiu 1,9 ponto, de 45,7 para 43,8 pontos. O resultado mostra deterioração disseminada da percepção sobre o ambiente econômico e empresarial. O Índice de Expectativas também apresentou queda, de 0,9 ponto, passando de 48,1 para 47,2 pontos. A perspectiva para a economia brasileira recuou 0,6 ponto, de 39,7 para 39,1 pontos. As expectativas em relação às próprias empresas diminuíram 1 ponto, de 52,3 para 51,3 pontos, permanecendo pouco acima da linha de 50 pontos.
Os resultados acumulados ao longo de 2026 indicam que eventuais melhoras mensais nos indicadores foram pontuais e insuficientes para alterar o quadro de baixa confiança entre os empresários industriais. A persistência do pessimismo tende a influenciar decisões relacionadas a contratações, investimentos e produção, com potencial para limitar a recuperação da atividade industrial. A pesquisa da CNI ouviu 1.186 empresas entre 1º e 8 de setembro de 2026, sendo 475 pequenas, 441 médias e 270 grandes empresas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.