16/Sep/2026
Segundo a Sondagem de Mercado de Trabalho da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a maior parte dos trabalhadores considera baixa a possibilidade de perder o principal emprego ou fonte de renda nos próximos seis meses, referente ao trimestre encerrado em agosto de 2026. A parcela que classificou essa possibilidade como muito improvável ou improvável alcançou 60,5%, ante 59,3% no trimestre encerrado em julho. Na outra ponta, 12,2% dos entrevistados consideram provável ou muito provável a perda do emprego ou da principal fonte de renda no horizonte de seis meses, praticamente estável em relação aos 12,1% registrados em julho. A parcela que não soube responder recuou de 28,6% para 27,4%. A percepção sobre a rede de proteção social permanece mais negativa. No trimestre encerrado em agosto, 39,9% dos trabalhadores afirmaram se sentir muito desprotegidos em caso de perda do emprego ou da principal fonte de renda, enquanto 29,7% se consideraram parcialmente desprotegidos e 30,4% disseram estar protegidos.
Em relação a julho, aumentou de 39,0% para 39,9% a parcela que se sente muito desprotegida. Também avançou de 29,1% para 30,4% o grupo que se considera protegido, enquanto a proporção de parcialmente desprotegidos recuou de 31,8% para 29,7%. Sobre o acesso a programas governamentais ou benefícios sociais em caso de perda do principal emprego ou fonte de renda, 45,9% dos entrevistados responderam que teriam acesso no trimestre encerrado em agosto, enquanto 54,1% afirmaram que não. Em julho, as proporções eram de 45,3% e 54,7%, respectivamente. A satisfação com o trabalho também apresentou melhora. No trimestre encerrado em agosto, 78,1% dos trabalhadores afirmaram estar satisfeitos ou muito satisfeitos com a ocupação atual. O indicador voltou a subir nos dois últimos meses, após quatro quedas consecutivas.
A parcela de trabalhadores insatisfeitos ou muito insatisfeitos permaneceu relativamente estável, em 7,5%. Entre os trabalhadores que declararam algum grau de insatisfação, a remuneração continuou sendo o principal fator apontado. A baixa remuneração respondeu por 52,5% das menções na média encerrada em agosto, seguida por carga horária elevada, com 20,2%, e saúde mental, com 13,8%. Como era possível selecionar mais de uma alternativa, os percentuais não somam 100%. Os dados indicam que, apesar de sinais de desaceleração da economia brasileira, a percepção dos trabalhadores sobre a segurança do emprego permanece relativamente resiliente e em patamar positivo em termos históricos. Ao mesmo tempo, a insatisfação continua concentrada principalmente em fatores relacionados à remuneração, enquanto a percepção sobre a proteção social apresenta maior divisão entre os entrevistados. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.