16/Sep/2026
O mundo precisará produzir pelo menos 1 bilhão de toneladas adicionais de grãos até 2050 para atender ao crescimento da demanda por alimentos. No mesmo período, a necessidade adicional de proteínas animais deverá alcançar cerca de 480 milhões de toneladas, considerando pescados e carnes de frango, suína, bovina e outras fontes de proteína. Nesse cenário, o Brasil tende a desempenhar papel central na expansão da oferta mundial de alimentos. A expectativa é de que o Cone Sul e o Sul Global respondam por pelo menos 40% da demanda adicional projetada para as próximas décadas. A capacidade brasileira de ampliar a produção, combinada à posição já consolidada do País no comércio internacional de commodities agrícolas, coloca a agropecuária nacional entre os principais vetores para o atendimento desse crescimento. O Brasil exporta aproximadamente 25% de sua produção agrícola e mantém, simultaneamente, um amplo mercado consumidor doméstico.
O País está entre os principais produtores e exportadores mundiais de diversas commodities e, no ano passado, respondeu por mais de 40% da carne de frango comercializada globalmente, por sete de cada dez copos de suco de laranja consumidos no mundo e por mais de 35% do café negociado internacionalmente. A projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de uma safra de 366,6 milhões de toneladas de grãos em 2026/27 reforça a capacidade de expansão da produção brasileira. O novo recorde projetado evidencia a trajetória de crescimento da oferta nacional e amplia o potencial de participação do País no atendimento da demanda internacional por alimentos. A expansão, porém, depende da disponibilidade e da competitividade dos insumos utilizados na produção. Fertilizantes e outros insumos podem representar entre 25% e 30% dos custos da agricultura tropical em determinadas situações, tornando a segurança do abastecimento um fator estratégico para a expansão da produção.
Nesse contexto, a diversificação das origens de fornecimento de insumos é apontada como uma das frentes necessárias para reduzir riscos de interrupções e oscilações de preços. Além da segurança alimentar, a agricultura estará diretamente relacionada aos desafios de segurança energética e climática. A produção agropecuária deverá atender simultaneamente ao aumento da oferta de alimentos, à expansão dos biocombustíveis e à necessidade de redução das emissões de gases de efeito estufa. A combinação desses fatores amplia a relevância estratégica da agropecuária brasileira até 2050. A disponibilidade de áreas produtivas, o aumento da produtividade, a recuperação de áreas degradadas, a segurança de insumos e a adoção de sistemas de menor emissão serão determinantes para que o Brasil aproveite a expansão da demanda global e contribua para o atendimento de uma necessidade adicional de 1 bilhão de toneladas de grãos e 480 milhões de toneladas de proteínas animais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.