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16/Sep/2026

Grãos: preços estimulam expansão da área 2026/27

A recuperação dos preços das commodities agrícolas deve estimular a expansão da área cultivada com soja, milho e arroz na safra 2026/27, mesmo diante dos riscos climáticos associados ao ciclo. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) avalia que a melhora da rentabilidade tende a incentivar o plantio e, no caso do arroz, poderá reduzir a quebra de safra projetada inicialmente, ao favorecer a manutenção e a expansão da área cultivada. A Conab projeta produção recorde de 366,6 milhões de toneladas de grãos na safra 2026/27. O crescimento deverá ser sustentado principalmente pela expansão da área plantada, apesar da expectativa de redução da produtividade média. A área cultivada com grãos deve avançar 2,3%, de 83,45 milhões de hectares em 2025/26 para 85,35 milhões de hectares em 2026/27. A expectativa é de aumento da área plantada em quase todas as culturas na nova temporada.

O cenário de preços é considerado um dos principais fatores de sustentação da decisão de plantio. Na avaliação da Conab, a valorização dos grãos deverá superar o aumento dos custos de produção e proporcionar melhora das margens dos produtores em relação ao ciclo anterior. As referências consideradas incluem milho a R$ 80,00 por saca de 60 Kg no contrato futuro, soja a R$ 150,00 por saca de 60 Kg e arroz a R$ 80,00 por saco de 50 Kg, níveis que ampliam a rentabilidade esperada das atividades. A melhora das margens tende a funcionar como estímulo adicional à expansão da oferta, mesmo com a elevação dos custos de produção. A valorização dos preços internacionais dos grãos, influenciada em grande parte pelo ambiente internacional, contribui para um cenário mais favorável à agricultura brasileira e reduz parte do impacto negativo provocado pelo encarecimento dos insumos.

No arroz, o efeito dos preços ganha relevância diante das condições climáticas menos favoráveis previstas para a nova safra. A expectativa é de que a melhora da rentabilidade atue como fator de sustentação da área e da produção, limitando a intensidade da redução esperada para o ciclo 2026/27. Para soja e milho, a combinação entre preços mais remuneradores e perspectivas de expansão da área reforça o potencial de crescimento da produção. O quadro indica que, na formação das decisões de plantio para 2026/27, a relação entre preços e custos deverá ter peso relevante na alocação de área e na definição da rentabilidade. Mesmo com riscos climáticos concretos e expectativa de menor produtividade média, a recuperação das cotações dos principais grãos amplia o incentivo econômico à produção e sustenta a perspectiva de novo recorde de oferta. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.