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16/Sep/2026

Conab: 12º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em seu 12º e último Levantamento sobre a safra 2025/26, divulgado nesta terça-feira (15/09), a produção brasileira de grãos na safra 2025/26 deve alcançar 361,7 milhões de toneladas, o que representa uma alta de 2,6% em comparação com a temporada anterior e de 0,3% frente ao levantamento de agosto. A estimativa incorpora o avanço da colheita do milho segunda safra, que registra produtividades acima do previsto. A área de plantio no País cresceu 1,7% em comparação com o ciclo 2024/25, alcançando 83,5 milhões de hectares. Os maiores incrementos ocorreram na cultura da soja, que incorporou 1,3 milhão de hectares (2,7%), no milho, com aumento de 762,5 mil hectares (3,5%), e no sorgo, com alta de 32,9% (537 mil hectares). Em agosto, os volumes de chuva superaram 90 mm na Região Sul, no sul de São Paulo e no litoral da Região Nordeste.

Em contrapartida, diversas áreas das Regiões Centro-Oeste, Norte e do interior do Nordeste registraram acumulados inferiores a 40 mm. O tempo seco favoreceu a colheita no Centro-Oeste e no Sudeste, ao passo que o excesso de chuva na Região Sul afetou pontualmente as lavouras de trigo. As temperaturas máximas passaram de 36°C em cinco Estados, e houve episódios de geadas, principalmente no Rio Grande do Sul. Para os próximos meses, a previsão climática indica cenários distintos para a agricultura brasileira. Em grande parte do Norte e do Nordeste, as chuvas devem ficar abaixo da média. Já a Região Sul tem previsão de chuvas acima da média, com risco de excesso hídrico em áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Esse quadro decorre da persistência do fenômeno El Niño entre setembro e novembro. As estimativas para a safra 2025/26 revelam variações entre as principais culturas. Soja, milho e algodão apresentam projeção de crescimento, enquanto arroz, feijão e trigo recuam frente ao ciclo anterior.

A soja deve atingir 180,4 milhões de toneladas, e o trigo apresenta o maior recuo, de 27,1%. A safra de soja está projetada em 180,4 milhões de toneladas, a maior produção já registrada na série de acompanhamento da Conab. O montante representa uma alta de 5,2% sobre o ciclo anterior, com expansão de 2,7% na área plantada e ganho de 2,5% na produtividade. As exportações devem atingir patamar recorde com embarques previstos em 116,2 milhões de toneladas. Para o algodão, a previsão indica 4,14 milhões de toneladas para o ciclo 2025/26, nível mais elevado da série histórica. Mesmo com a retração de 3,2% na área cultivada (estimada em 2,02 milhões de hectares), a produtividade das lavouras avança 4,9% e atinge o pico de 2.053 kg/ha de pluma. A produção supera em 1,5% o resultado de 2024/25 e fica 1,4% acima da estimativa de agosto. O volume total de milho está calculado em 144 milhões de toneladas, crescimento de 2% sobre a temporada anterior.

A safra de verão (1ª safra 2025/26) registra produtividade recorde de 7.191 Kg por hectare (alta de 8,8%), enquanto a 2ª safra de 2027 prevê 112,1 milhões de toneladas, ficando apenas 1% abaixo do recorde anterior. A 3ª safra de 2027 deve recuar 20,1%, fechando em 2,39 milhões de toneladas. A produção de feijão é estimada em 2,95 milhões de toneladas, o que confirma um recuo de 3,6% em relação ao período anterior. A retração decorre principalmente da redução de 5,7% na área cultivada, embora o rendimento médio tenha crescido 2,2%, alcançando 1.161 Kg por hectare. Para o abastecimento doméstico, a demanda projetada é de 2,7 milhões de toneladas, mantendo o patamar da safra passada. A safra de arroz deve somar 11,08 milhões de toneladas em 2025/26, o que significa uma queda de 13,2% em relação ao ciclo anterior. A retração reflete principalmente a redução de 14% na área plantada, calculada em 1,52 milhão de hectares, apesar do ganho de 1% na produtividade média, que chega a 7.303 Kg por hectare.

A opção por menor área decorre de preços menos remuneradores ao produtor e da migração para culturas como soja e milho. A produção de trigo deve alcançar 5,74 milhões de toneladas na safra 2026, queda de 27,1% em relação ao ciclo passado. O recuo reflete a redução de 21,2% na área cultivada e da menor produtividade média (2.978 Kg por hectare, queda de 7,5%). Com a retração na oferta nacional, as importações do cereal são estimadas em 7,06 milhões de toneladas. A Conab continuará atualizando os dados das culturas que ainda permanecem em campo nos próximos levantamentos. A expectativa é de aumento da área plantada em quase todas as culturas na safra 2026/27. Em um cenário de quebra de safras internacionais, o Brasil será o grande provedor no próximo ciclo. A safra será adequada ao abastecimento interno em 2026/27. Após a colheita de uma supersafra de grãos em 2025/26, a safra 2026/27 deve bater novo recorde de produção, com 366,6 milhões de toneladas.

Se confirmado, o volume será 4,9 milhões de toneladas superior às 361,7 milhões de toneladas estimadas para 2025/26, alta de 1,4% entre os ciclos. O resultado será puxado pelo aumento da área plantada, apesar da previsão de queda da produtividade. A estatal prevê crescimento de 2,3% na área cultivada com grãos, de 83,45 milhões de hectares em 2025/26 para 85,35 milhões de hectares em 2026/27. Já a produtividade média nacional deve recuar 0,9%, de 4.335 para 4.296 quilos por hectare. A safra de soja do Brasil cresce ano a ano, em trajetória constante de avanço. Outro destaque será a retomada da produção de milho na safra de verão (1ª safra 2026/2027) na Região Sul. O El Niño será favorável à safra 2026/27 da Região Sul. A Conab também tem preocupação com culturas voltadas ao abastecimento interno e disse que a companhia vem destinando recursos para contratos de opção e para a formação de estoques desses alimentos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.