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19/Oct/2026

Agro se beneficia da redução do desmatamento

O ministro da Agricultura, André de Paula, avalia que o agronegócio brasileiro é o principal beneficiário da política de redução do desmatamento adotada pelo governo federal nos últimos quatro anos. A diminuição da supressão de vegetação fortalece as condições de acesso dos produtos agropecuários brasileiros aos mercados internacionais, em um cenário de exigências ambientais crescentes por parte de consumidores e parceiros comerciais. Dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes), apresentados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostram que a Amazônia e o Cerrado registraram os menores índices de desmatamento de suas respectivas séries históricas nos últimos 12 meses. Juntos, os dois biomas respondem por 85% do desmatamento no Brasil.

Na Amazônia, a área desmatada recuou para 3.335 Km² entre agosto de 2025 e julho de 2026, o menor resultado desde o início da série histórica, em 1988. No Cerrado, o desmatamento somou 5.517 Km² no acumulado dos últimos 12 meses, também o menor patamar desde o início do monitoramento, em 2001. O balanço do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aponta redução de 71,2% no desmatamento da Amazônia nos últimos quatro anos, considerando que a maior parte da supressão de vegetação no bioma é ilegal. No Cerrado, onde pelo menos metade do desmatamento é legal, a queda foi de 48,4% no mesmo período. Desde 2023, deixaram de ser desmatados 3,25 milhões de hectares de vegetação nos dois biomas, resultado associado a uma redução de 1,16 GtCO₂ nas emissões. A redução do desmatamento ocorre em paralelo à ampliação das oportunidades comerciais para o agronegócio brasileiro.

O governo contabiliza a abertura de 700 mercados para produtos agropecuários durante a atual gestão e relaciona esse avanço à política ambiental. A manutenção de indicadores de redução da supressão de vegetação é considerada relevante para ampliar a competitividade internacional do setor e reduzir obstáculos comerciais associados à sustentabilidade da produção. Entre os fatores que reforçam essa tendência estão as novas exigências ambientais dos principais mercados importadores. A Lei Antidesmatamento da União Europeia, por exemplo, prevê impedir a entrada no bloco de produtos provenientes de áreas desmatadas após dezembro de 2020. A regulamentação aumenta a importância da rastreabilidade e da comprovação da origem das matérias-primas comercializadas internacionalmente.

Nesse contexto, a continuidade da redução do desmatamento e o atendimento às exigências ambientais tendem a ganhar importância estratégica para o agronegócio brasileiro, tanto na preservação do acesso aos mercados existentes quanto na abertura de novos destinos para as exportações. Ainda, o desmatamento foi registrado em apenas 1,8% dos 8,5 milhões de imóveis rurais do Brasil entre agosto de 2025 e julho de 2026, conforme cruzamento de dados das áreas desmatadas com o Cadastro Ambiental Rural (CAR), realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O levantamento indica que a ampla maioria das propriedades rurais não apresentou desmatamento no período. Parte das ocorrências identificadas pode ter sido autorizada e, portanto, estar em conformidade com a legislação ambiental, segundo avaliação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, destacou que os dados permitem dimensionar a parcela dos imóveis rurais associada ao desmatamento e indicam mudanças no cenário de monitoramento ambiental. O levantamento também busca ampliar a precisão das informações sobre a responsabilidade pela supressão de vegetação, diferenciando ocorrências autorizadas daquelas que possam configurar irregularidades. Segundo o MMA, houve avanço na análise dos cadastros ambientais rurais, cuja proporção aumentou de 15% para 24% do total de imóveis inscritos no CAR. Atualmente, mais de 1,9 milhão de imóveis rurais estão em processo de análise, enquanto o número de cadastros já analisados quadruplicou. A ampliação dessa avaliação contribui para aprimorar a gestão territorial e o acompanhamento da regularidade ambiental das propriedades.

Os dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes), divulgados pelo MMA e pelo Inpe, também apontam que a Amazônia e o Cerrado registraram os menores índices de desmatamento de suas respectivas séries históricas nos últimos 12 meses. Os dois biomas respondem conjuntamente por 85% do desmatamento no Brasil. O MMA destaca que a redução vem sendo registrada de forma contínua, com recuos anuais nos Estados, e não apenas como resultado pontual de um único período. A evolução dos indicadores ocorre em paralelo à ampliação das análises do CAR e ao fortalecimento dos mecanismos de monitoramento ambiental. A continuidade da redução do desmatamento e o avanço na identificação da situação cadastral dos imóveis rurais são fatores relevantes para o controle territorial, a regularidade ambiental da produção agropecuária e o acompanhamento das exigências de sustentabilidade associadas ao setor. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.