21/Oct/2026
Segundo o Monitor de Secas, divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a área afetada pela seca aumentou nas Regiões Norte e no Nordeste entre agosto e setembro, elevando de 67% para 75% a parcela do território brasileiro com registro do fenômeno. Na comparação mensal, houve expansão da área com seca em 13 unidades da Federação: Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins. Em setembro, dez unidades da Federação registravam seca em 100% de seus territórios: Acre, Alagoas, Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Piauí, Roraima, Sergipe e Tocantins. O Amazonas apresentou a maior extensão territorial afetada pela seca, com mais de 1,5 milhão de Km², seguido pelo Pará, com 1,26 milhão de Km²; Minas Gerais, com 579 mil Km²; Bahia, com 542 mil Km²; e Maranhão, com 332 mil Km².
Além da expansão territorial, a severidade do fenômeno aumentou em 14 unidades da Federação: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins. O quadro mais severo foi observado no Nordeste, onde a seca grave atingiu 28% da região em setembro, ante 16% em agosto. Considerando também os graus fraco e moderado, a seca alcançou 96% do território nordestino, acima dos 90% registrados no mês anterior. No Norte, a parcela do território afetada por seca grave passou de 4% para 8% entre agosto e setembro. Incluindo os demais níveis de intensidade, o fenômeno atingiu 94% da região, ante 82% em agosto, indicando ampliação tanto da área afetada quanto da gravidade em parte do território.
Em sentido contrário, o Centro-Sul apresentou redução da área afetada. No Centro-Oeste e no Sudeste, a extensão territorial com registro de seca diminuiu. O Sul permaneceu livre do fenômeno, após registrar volumes de chuva elevados nos últimos meses, acima da média histórica para o período. Em relação à severidade, houve abrandamento da seca em seis Unidades da Federação: Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo. O quadro permaneceu estável no Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão e Mato Grosso. Os dados evidenciam diferenças regionais na evolução das condições de seca, com agravamento no Norte e Nordeste e melhora em parte do Centro-Sul. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.