26/Oct/2026
Conforme levantamento da Câmara de Comércio entre Brasil e Estados Unidos (Amcham), os investimentos de empresas brasileiras nos Estados Unidos abrangem diferentes setores, com destaque para a indústria de alimentos, especialmente carnes e café solúvel, além de software e tecnologia da informação. Também avançam os aportes de fabricantes de equipamentos para energia, produtos químicos, logística, serviços financeiros e siderurgia. O movimento envolve tanto empresas brasileiras já estabelecidas no mercado norte-americano, que ampliam suas operações, quanto novos grupos que buscam oportunidades no país. Embora fatores conjunturais possam influenciar determinadas decisões de investimento, a tendência é sustentada principalmente por vetores de longo prazo, como acesso ao mercado, inovação, tecnologia, diversificação geográfica e proximidade com clientes. O avanço dos projetos reflete uma revisão e um aprofundamento das estratégias de internacionalização das empresas brasileiras, com os Estados Unidos entre os principais destinos.
Questionado sobre a possibilidade de o aumento das tarifas de importação norte-americanas ter estimulado novos projetos no país e de o Brasil estar perdendo investimentos para o mercado dos Estados Unidos, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) avaliou que os investimentos diretos entre países decorrem de estratégias empresariais de longo prazo e, por isso, tendem a ser menos sensíveis a fatores conjunturais. O ministério também ressaltou o interesse brasileiro em manter e aprofundar os fluxos de investimentos nos dois sentidos, com uma relação equilibrada e mutuamente proveitosa. Na indústria, empresas brasileiras têm direcionado recursos à instalação e à ampliação de operações produtivas locais nos Estados Unidos. Nos segmentos de alimentos e agronegócio, os investimentos estão associados sobretudo à internacionalização dos negócios, com foco na aquisição de ativos, no processamento local e na distribuição direta ao consumidor norte-americano. Essa estratégia permite ampliar a presença comercial e aproximar as operações das características e necessidades do mercado de destino.
A indústria aeroespacial também integra esse movimento, com destaque para a Embraer, cujos investimentos estão vinculados a uma estratégia de inserção global na qual o Brasil mantém uma posição competitiva como fornecedor. Em tecnologia e serviços digitais, empresas brasileiras ampliam sua atuação nos Estados Unidos, caso da Stefanini, que desenvolve um programa global de investimentos de R$ 2 bilhões, direcionado principalmente ao mercado norte-americano. O conjunto dos projetos indica que a internacionalização das empresas brasileiras não se restringe à busca por novos mercados consumidores, abrangendo também a expansão de capacidade produtiva, o acesso a tecnologias, a diversificação das operações e o fortalecimento de canais de distribuição. Embora as condições comerciais possam influenciar decisões específicas, a presença crescente de empresas brasileiras nos Estados Unidos está associada a estratégias de longo prazo para ampliar a competitividade e consolidar operações internacionais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.