26/Oct/2026
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,32% em outubro, após avanço de 0,70% em setembro. Com o resultado, o indicador acumulou alta de 4,15% em 2026. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito registraram aumentos de preços em outubro. A principal pressão veio de Alimentação e Bebidas, que apresentou variação de 0,88% e impacto de 0,19% no índice. O resultado refletiu principalmente a aceleração da alimentação no domicílio, enquanto as quedas da energia elétrica residencial e das passagens aéreas contribuíram para conter a inflação do período. A alimentação no domicílio subiu 1,01% em outubro, ante 0,38% em setembro. Entre os principais aumentos, destacaram-se o tomate (24,54%), a cebola (13,63%), a batata-inglesa (10,96%) e o arroz (5,80%).
Em sentido contrário, houve recuos nos preços da cenoura (-10,67%), das frutas (-1,37%) e do café moído (-1,16%). A alimentação fora do domicílio também acelerou, passando de 0,44% em setembro para 0,56% em outubro. O movimento foi influenciado pelas refeições, cujos preços avançaram de 0,38% para 0,61%, e pelos lanches, que passaram de 0,44% para 0,66%. No grupo Despesas pessoais, a alta foi de 0,55%, com destaque para cinema, teatro e concertos (4,30%), pacote turístico (2,18%) e empregado doméstico (0,62%). Em Transportes, a variação foi de 0,05%, apesar da aceleração dos combustíveis, que passaram de 0,22% em setembro para 1,20% em outubro. O óleo diesel subiu 3,70%, o etanol avançou 2,73% e a gasolina aumentou 0,92%, enquanto o gás veicular recuou 0,18%. As passagens aéreas tiveram queda de 9,24% e exerceram o principal impacto individual negativo sobre o IPCA-15, de -0,08%.
A energia elétrica residencial também contribuiu para aliviar o índice, com recuo de 0,89% e impacto de -0,04%. No grupo Habitação, os preços passaram de alta de 2,07% em setembro para queda de 0,10% em outubro. O movimento foi influenciado pela energia elétrica residencial, cuja variação passou de 7,42% para -0,89%, em decorrência da mudança da bandeira tarifária amarela, que acrescentava R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, para a bandeira verde, sem cobrança adicional. Em contrapartida, o gás de botijão subiu 1,28% e o aluguel residencial avançou 0,28%. Outros itens que contribuíram negativamente para o índice foram a taxa de água e esgoto, com queda de 0,89% e impacto de -0,02 ponto porcentual, e as frutas, com recuo de 1,37% e impacto de -0,02 ponto porcentual. A cenoura caiu 10,67%, com contribuição de -0,01%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.