26/Oct/2026
O dólar se firmou em baixa nas duas últimas horas do pregão de sexta-feira (23/10) e encerrou abaixo de R$ 5,00, após oscilar próximo da estabilidade. O Real apresentou o melhor desempenho entre as principais moedas globais, mesmo em um dia marcado pela predominância de valorização da moeda norte-americana no exterior. O movimento foi associado à possibilidade de entrada de recursos estrangeiros em ativos brasileiros e à desmontagem parcial de posições de proteção cambial antes do segundo turno da eleição presidencial. O posicionamento dos investidores refletiu expectativas relacionadas à disputa entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com levantamentos informais indicando maior aposta na vitória do candidato do PL.
O dólar atingiu a mínima de R$ 4,98 na reta final dos negócios e encerrou em queda de 0,92%, a R$ 4,99, no menor nível de fechamento desde 9 de outubro, quando havia terminado a R$ 4,98. Na ocasião, o mercado repercutia a dianteira inesperada de Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Na semana passada, a moeda norte-americana acumulou desvalorização de 1,58% ante o Real. Apesar da disputa acirrada indicada pelas pesquisas, o posicionamento de investidores no mercado de câmbio refletia uma expectativa predominante de vitória de Flávio Bolsonaro. A avaliação de participantes do mercado era de que os preços dos ativos incorporavam perspectivas de mudanças na política fiscal em caso de alternância de governo.
No mercado internacional, o dólar avançou em relação a outras moedas fortes, depois que indicadores econômicos acima das expectativas reforçaram a percepção de resiliência da atividade nos Estados Unidos. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de divisas fortes, subia 0,19%, aos 101,799 pontos. O petróleo também voltou a avançar em meio à intensificação das tensões no Oriente Médio. O contrato do Brent para dezembro encerrou em alta de 3,13%, a US$ 116,72 por barril, no maior patamar desde abril. a avaliação é de que os fundamentos das contas externas brasileiras e o diferencial de juros, conhecido como ‘carry’ continuarão oferecendo suporte à moeda nacional independente do resultado da eleição. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.