27/Oct/2026
Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a confiança do consumidor avançou 0,5% em outubro ante setembro, na série com ajuste sazonal, para 84,7 pontos, retornando ao nível registrado em agosto. Apesar da recuperação mensal, a média móvel trimestral do Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuou 1,2 ponto, para 84,5 pontos, indicando que a melhora ainda não reverteu a tendência de enfraquecimento observada nos meses anteriores. O resultado de outubro interrompeu uma sequência de cinco quedas consecutivas, mas a recuperação apenas compensou a retração registrada em setembro. O índice permanece em terreno de pessimismo, com desempenho desigual entre as avaliações sobre as condições atuais e as expectativas para os próximos meses.
A alta foi concentrada nos indicadores de expectativas, enquanto a percepção sobre o momento presente se deteriorou. O elevado endividamento e a inadimplência das famílias também constituem fatores limitantes para a continuidade da recuperação da confiança no último trimestre do ano. O Índice de Situação Atual (ISA) caiu 2,6 pontos em outubro, para 81,4 pontos, o menor nível desde março de 2025, quando havia registrado 81,2 pontos. Em sentido oposto, o Índice de Expectativas (IE) avançou 2,8 pontos, para 88,0 pontos, refletindo melhora nas perspectivas dos consumidores em relação às finanças familiares, à economia e às decisões de consumo. Entre os componentes das expectativas, o indicador que mede as perspectivas para as finanças familiares nos próximos meses subiu 3,0 pontos, para 86,9 pontos.
O item referente ao otimismo com a situação econômica geral avançou 1,7 ponto, para 103,7 pontos. A intenção de compras de bens duráveis também apresentou melhora, com alta de 3,2 pontos, para 75,5 pontos. Na avaliação das condições atuais, o indicador das finanças familiares recuou 3,1 pontos, para 71,3 pontos, enquanto o componente relativo à satisfação com a situação econômica local caiu 2,2 pontos, para 91,8 pontos. A divergência entre a melhora das expectativas e a piora da percepção sobre a situação presente evidencia a persistência de restrições financeiras que podem limitar a recuperação do consumo das famílias. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.