27/Oct/2026
O ministro da Agricultura, André de Paula, avalia que o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva manterá, no quarto mandato, o compromisso de apoiar e fortalecer o agronegócio brasileiro. Para o ministro, a continuidade desse direcionamento é mais importante do que as mudanças de ministros, partidos e governos, diante do papel do setor na economia nacional. A próxima gestão terá como um dos principais desafios a articulação com um Congresso Nacional no qual o governo não dispõe de maioria. Na avaliação de De Paula, a experiência política acumulada por Lula e a ausência de novas pretensões eleitorais podem favorecer a construção de um governo voltado à conciliação e à unidade nacional. Embora reconheça as dificuldades impostas pela composição parlamentar, o ministro considera necessário estabelecer uma relação de diálogo com os representantes eleitos. De Paula ressaltou que Lula reconheceu, em seu primeiro discurso após a reeleição, o perfil majoritariamente conservador do Congresso escolhido pela população.
Na avaliação do ministro, o governo deverá trabalhar com essa composição parlamentar e buscar alianças em torno de objetivos comuns, tendo como referência o compromisso com o País. O ministro defende que o encerramento do processo eleitoral abra espaço para a reconstrução de pontes entre diferentes correntes políticas e setores econômicos. No agronegócio, considera que a superação das divergências partidárias é necessária para manter o fortalecimento da atividade e ampliar os avanços do setor. De Paula destaca que o agro não deve ser associado exclusivamente ao governo ou à oposição, uma vez que representa um dos pilares da economia brasileira e responde por aproximadamente um quarto do Produto Interno Bruto (PIB). A aproximação com o setor deverá envolver também a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), considerada a maior e mais influente bancada temática do Congresso Nacional. De Paula espera que o diálogo com a frente parlamentar resulte na identificação de pontos de convergência e na construção de iniciativas voltadas à defesa dos interesses do agronegócio.
O ministro prevê que o governo de Lula sinalize disposição para estabelecer canais de negociação e superar as divergências decorrentes da disputa eleitoral. Durante a reta final do primeiro turno e no segundo turno, a FPA declarou apoio à candidatura de oposição do senador Flávio Bolsonaro (PL). Apesar desse posicionamento, De Paula reconhece a contribuição da bancada para os avanços do setor agropecuário, por meio de sugestões, críticas e propostas de ajustes nas políticas públicas. Na avaliação do ministro, o compromisso dos parlamentares com o agronegócio deverá prevalecer sobre as diferenças partidárias e favorecer a continuidade da cooperação com o governo. Mesmo diante dos desafios políticos e de um cenário econômico complexo, De Paula considera que o quarto mandato de Lula poderá ser o melhor de seus governos. A avaliação está associada à maturidade política do presidente e à experiência acumulada para conduzir negociações e construir consensos.
O ministro também destacou o desempenho do comércio internacional, com exportações de produtos agropecuários em nível recorde no acumulado de 2026. Segundo De Paula, a política externa de Lula prioriza os interesses comerciais brasileiros em relação a eventuais divergências com outros países, contribuindo para avanços nas relações comerciais do agronegócio. A estratégia para a próxima gestão inclui ajustes contínuos na administração pública para melhorar os resultados das políticas destinadas ao setor. Sobre a permanência no comando do Ministério da Agricultura, cargo que ocupa desde abril, De Paula ressaltou que a decisão caberá exclusivamente ao presidente da República. A definição deverá considerar o novo cenário político e a formação de uma estrutura de governo alinhada aos interesses nacionais. Para o ministro, mais importante do que o nome escolhido para a pasta é a manutenção do compromisso e da sensibilidade de Lula em relação às demandas do agronegócio. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.