28/Jan/2026
Os preços do algodão em pluma estão reagindo no mercado doméstico, impulsionados pela maior presença compradora, enquanto os vendedores se mantêm cautelosos e firmes nas pedidas. O movimento de recuperação se dá mesmo com as baixas nas cotações internacionais e na taxa de câmbio, o que, por sua vez, leva as negociações no físico a ocorrerem acima da paridade de exportação, cenário que não era registrado há cerca de três meses. Os produtores também seguem atentos às atividades de campo, especialmente à colheita da soja e à semeadura do algodão, sobretudo da 2ª safra.
Ainda assim, a liquidez permanece limitada, refletindo a “queda de braço” entre compradores e vendedores. O Indicador CEPEA/ESALQ com pagamento em 8 dias tem alta de 1,5% nos últimos sete dias, cotado a R$ 3,51 por libra-peso. Na parcial do mês, o Indicador acumula pequeno aumento de 0,8%. Em janeiro, a cotação doméstica está, em média, 1,2% acima da paridade de exportação. A paridade de exportação (FAS) é de R$ 3,38 por libra-peso (64,14 centavos de dólar por libra-peso) no Porto de Santos (SP) e de R$ 3,39 por libra-peso (64,34 centavos de dólar por libra-peso) no Porto de Paranaguá (PR), com base no Índice Cotlook A, referente à pluma posta no Extremo Oriente. Na Bolsa de Nova York, os primeiros vencimentos são influenciados por momentos de demanda ainda enfraquecida pela fibra norte-americana e pela queda nos preços do petróleo.
O contrato Março/2026 registra recuo de 2,13% nos últimos sete dias, para 62,97 centavos de dólar por libra-peso; o Maio/2026 tem baixa de 1,94%, para 64,68 centavos de dólar por libra-peso; e o Julho/2026 tem baixa de 1,68%, para 66,30 centavos de dólar por libra-peso; e Outubro/2026, de 0,92%, a 67,63 centavos de dólar por libra-peso. Dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) indicam que 55,5% da área brasileira da safra 2025/2026 havia sido semeada até 22 de janeiro. Em termos estaduais, a semeadura alcançava 95% da área no Maranhão, 86,2% em Goiás, 79,84% no Piauí, 75% em Minas Gerais, 64% na Bahia e 48% em Mato Grosso. No Paraná, em São Paulo e em Mato Grosso do Sul, os trabalhos já foram concluídos. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.