10/Feb/2026
As exportações brasileiras de algodão apresentaram desaceleração no início do ano, mas seguem em ritmo elevado no acumulado da temporada. Os embarques somaram 16,9 mil toneladas, volume 23,8% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior, enquanto a receita atingiu US$ 489,1 milhões, recuo de 31,2% na comparação anual, segundo dados oficiais de comércio exterior.
Apesar da redução pontual, o fluxo médio permanece acima do observado em ciclos anteriores. Na safra 2024/25, o Brasil exportou, em média, 240 mil toneladas por mês. Já no intervalo mais recente, a média mensal avançou para 264 mil toneladas, frente a 257 mil toneladas no mesmo período da safra anterior. Mantido esse ritmo, o volume total exportado ao longo da temporada pode alcançar cerca de 3,2 milhões de toneladas, em linha com projeções internacionais.
A retração observada nos embarques para a Índia explica parte do desempenho mais fraco no início do ano. O país importou apenas 6 mil toneladas no período, após ter absorvido 252,3 mil toneladas no ciclo anterior, quando vigorava um regime tarifário especial com isenção de imposto de importação. O fim desse benefício reduziu significativamente a competitividade do algodão brasileiro naquele mercado.
A China permaneceu como principal destino da pluma brasileira, respondendo por 36% do total exportado. Na sequência aparecem Turquia (16,1%), Bangladesh (14,4%), Vietnã (9,1%), Paquistão (9,0%), Indonésia (5,1%), Malásia (3,7%), Egito (2,6%), Índia (1,9%), Tailândia (0,6%) e Colômbia (0,4%). O desempenho do mercado chinês segue como um dos principais vetores de sustentação das exportações brasileiras, com volumes superiores aos observados no mesmo período do ciclo anterior.
Paralelamente, o setor mantém estratégia ativa de diversificação de destinos e fortalecimento da presença internacional, com ações promocionais voltadas tanto à indústria têxtil quanto ao varejo global, buscando ampliar mercados e sustentar o elevado patamar de exportações ao longo da temporada.
Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.