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11/Feb/2026

Preços do algodão lateralizados há 3 meses no mercado interno

Os preços internos do algodão permanecem lateralizados há cerca de três meses, operando dentro de uma faixa estreita entre R$ 3,42/libra-peso e R$ 3,56/libra-peso, o que representa uma variação de apenas 4% entre os extremos. Oscilações do mercado internacional, movimentos do câmbio, ausência de estímulos adicionais à demanda e elevados estoques globais de passagem têm impedido um rompimento dessa faixa de preços no Brasil.

No início de fevereiro, o Indicador CEPEA/ESALQ registrou leve recuo de 0,1%, encerrando em R$ 3,5132/libra-peso, enquanto no acumulado parcial do mês a alta chega a 1,09%. Ainda nesse intervalo, a cotação doméstica esteve, em média, 5,8% acima da paridade de exportação, reforçando a competitividade relativa do mercado interno.

No mercado spot nacional, vendedores seguem realizando caixa com exportações e com o avanço da colheita da safra de verão, enquanto compradores demonstram baixo interesse em recomposição de estoques. Esse cenário mantém uma disputa de preços entre as partes e limita a liquidez. A pressão exercida pela paridade de exportação, influenciada por preços externos mais baixos e pela valorização do real, favorece a postura compradora.

No mercado internacional, a paridade de exportação calculada para os portos brasileiros recuou 2,9%, refletindo a valorização do real frente ao dólar e a queda das referências externas. O Índice Cotlook A apresentou baixa de 1,56%, enquanto os contratos futuros negociados na Bolsa de Nova York acumularam perdas em todos os vencimentos, influenciados pelo enfraquecimento do petróleo e pela demanda mais fraca pela fibra norte-americana.

No campo, a semeadura da safra 2025/26 segue em ritmo avançado, com 89,19% da área nacional já implantada. Estados como Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Piauí e Bahia apresentam níveis elevados de plantio, enquanto Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Maranhão já concluíram os trabalhos.

As exportações brasileiras de algodão somaram 316,86 mil toneladas no primeiro mês de 2026, volume 30% inferior ao observado no mês anterior e 23,8% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. No acumulado da safra 2025/26, os embarques totalizam 1,72 milhão de toneladas. O preço médio de exportação foi de US$ 0,7001/libra-peso, o menor patamar desde o fim de 2020. Em moeda nacional, a média atingiu R$ 3,7343/libra-peso, cerca de 6,39% acima do valor praticado no mercado spot interno.

No mercado de caroço de algodão, as negociações seguem pontuais, concentradas no cumprimento de contratos já firmados. A demanda permanece enfraquecida em função das condições climáticas favoráveis às pastagens. Para a safra 2024/25, 84,46% da produção já foi comercializada no principal estado produtor, abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior e da média histórica. Para a safra 2025/26, o ritmo é ainda mais lento, com apenas 3,48% negociado, bem abaixo dos níveis observados em anos anteriores.

Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.