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18/Feb/2026

Cotações do algodão poderão reagir no 2º semestre de 2026

A perspectiva de redução da produção mundial de algodão a partir da próxima temporada abre espaço para reação das cotações no segundo semestre de 2026. A sinalização decorre de expectativa de safra menor no Brasil, possível redução de área nos Estados Unidos e recuo da produção chinesa, cenário já refletido parcialmente na curva futura em Nova York. No curto prazo, entretanto, o mercado permanece pressionado por estoques elevados e demanda internacional lenta.

Em Nova York, a pluma acumulou alta de 1,1% em janeiro, para 64,2 centavos de dólar por libra-peso, após avanço de 0,6% em dezembro, movimento que contou também com suporte do petróleo. Nas primeiras semanas de fevereiro, as cotações voltaram a ceder, com queda média de 3,7%, para 61,8 centavos de dólar por libra-peso.

No mercado interno, janeiro registrou estabilidade. Na primeira metade de fevereiro, Rondonópolis (MT) manteve cotação de R$ 3,30 por libra-peso, sem variação, enquanto Barreiras (BA) apresentou recuo de 1,5%, para R$ 3,29 por libra-peso. A ampla oferta doméstica, associada à concorrência externa mais intensa e à demanda internacional cadenciada, limita o fôlego das cotações, com estoques elevados restringindo movimentos de alta.

O caroço de algodão também registrou recuo no início de 2026, pressionado pelo avanço da colheita de soja e pelo elevado volume remanescente da safra anterior. O comportamento contraria o padrão sazonal típico de valorização nos primeiros meses do ano, refletindo demanda mais curta e concorrência direta com a oleaginosa.

No cenário global, a estimativa de produção da China foi elevada para 7,6 milhões de toneladas na safra 2025/26, ajustando a produção mundial para 26,1 milhões de toneladas, alta de 1,1% frente a 2024/25. O consumo global foi revisado para baixo em 100 mil toneladas, totalizando 25,8 milhões de toneladas. Com isso, o estoque final global passou para 16,4 milhões de toneladas, aumento de 1,8% em relação à safra anterior e acima da média dos últimos cinco anos, estimada em 16 milhões de toneladas.

No Brasil, a área em Mato Grosso foi revisada para 1,4 milhão de hectares, retração de 8% frente à safra anterior, influenciada por custos mais elevados e compressão das margens. Apesar da redução de área, a semeadura avança em ritmo superior ao do ciclo passado, com mais de dois terços da área dentro da janela ideal, ante 53% em 2024/25. A produtividade estimada recuou para 291 arrobas por hectare, queda de 7,7%, resultando em produção de pluma projetada em 2,6 milhões de toneladas, retração de 15% frente às 3 milhões de toneladas colhidas em 2024/25.

Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.