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16/Apr/2026

Mercado está focado no avanço do plantio nos EUA

Segundo o Itaú BBA, o mercado de algodão deve concentrar atenção nas próximas semanas no avanço do plantio nos Estados Unidos, especialmente no Texas, e na dinâmica do petróleo, fatores que seguem determinantes para a formação de preços da pluma. A combinação entre clima nas principais regiões produtoras americanas e oscilações no mercado de energia mantém elevado o nível de incerteza. A área destinada ao algodão nos Estados Unidos para a safra 2026/27 foi estimada em 3,9 milhões de hectares, ante 3,8 milhões de hectares em 2025/26, o que representa aumento de 4%. Apesar da expansão, o clima tende a assumir protagonismo na precificação. No Texas, principal estado produtor, cerca de 97% das áreas estão sob algum nível de seca, enquanto outras regiões do Sudoeste também registram déficit hídrico.

Esse quadro climático pode comprometer o andamento da semeadura e o potencial produtivo da nova safra, elevando a sensibilidade do mercado às condições meteorológicas ao longo do ciclo. À medida que o plantio avança, a influência do clima norte-americano tende a se intensificar na formação de preços. No eixo energético, a valorização recente da pluma está associada à alta do petróleo, que reduz a competitividade das fibras sintéticas, como o poliéster, frente ao algodão. A evolução do cenário no Estreito de Ormuz permanece no radar, uma vez que eventuais avanços na normalização do fluxo de petróleo podem pressionar as cotações da fibra natural por meio da queda dos derivados sintéticos.

No Brasil, a produção de algodão 2025/26 está projetada em 3,8 milhões de toneladas de pluma, volume cerca de 7% inferior ao da safra anterior, refletindo redução de área e produtividade abaixo da registrada em 2024/25. Esse cenário limita a oferta interna e contribui para sustentar os preços, especialmente em um ambiente de demanda externa firme. O desempenho das exportações segue como componente relevante na formação de preços. Os embarques somaram 2,4 milhões de toneladas entre agosto e março, avanço de 8,7% em relação ao mesmo período da safra anterior. A projeção indica exportações recordes de 3,1 milhões de toneladas no ano, com manutenção de prêmios positivos para o algodão brasileiro, sustentados pela demanda internacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.