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16/Apr/2026

Preços do algodão firmes no mercado doméstico

O mercado brasileiro de algodão mantém preços firmes, sustentado pelo desempenho das exportações e pela postura resistente dos vendedores no mercado spot, embora o cenário global de oferta elevada e consumo moderado limite movimentos mais expressivos de valorização. O Indicador Cepea/Esalq, com pagamento em 8 dias, está cotado a R$ 3,94 por libra-peso, com alta de 0,92% no dia. Na parcial de abril, o avanço é de 0,15%, refletindo menor liquidez nas negociações internas e operações pontuais. A comercialização no mercado doméstico segue restrita, enquanto as exportações brasileiras registram desempenho robusto, com embarques recordes. Em março, o Brasil exportou 347,8 mil toneladas, volume 28,6% superior ao de fevereiro e 45,4% acima do registrado em março de 2025. No acumulado de 12 meses, os embarques somam 3,032 milhões de toneladas, superando o total exportado em todo o ano de 2025. A retomada das compras pela China tem contribuído para o avanço das exportações.

No mercado interno, a firmeza dos preços é reforçada pela resistência de vendedores, especialmente para lotes de melhor qualidade, e pela necessidade de recomposição de estoques por parte de indústrias. Em março, os preços domésticos superaram os valores de exportação, revertendo um período de seis meses em que a paridade externa era mais atrativa. Nos últimos sete dias, a cotação interna permanece, em média, 7,8% acima da paridade de exportação, indicando maior disposição de compra no mercado doméstico. No cenário global, a perspectiva é de ajuste gradual após período de superávit, com expectativa de redução da produção em alguns países. No Brasil, a produção deve recuar após safra recorde de 4,15 milhões de toneladas em 2025. A estimativa indica queda de 10,1% neste ano, enquanto a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta 3,843 milhões de toneladas na safra 2025/26, recuo de 5,8%.

Nos Estados Unidos, a produção enfrenta desafios relacionados à seca e aos custos elevados, embora a área plantada estimada seja de 3,85 milhões de hectares, alta de cerca de 4% na comparação anual, com possibilidade de aumento da área abandonada. No mercado internacional, os preços apresentam sustentação no curto prazo. O balanço global segue pressionado por oferta elevada. A produção mundial para a safra 2025/26 é estimada em 26,535 milhões de toneladas, alta de 2,1%, enquanto o consumo deve atingir 25,939 milhões de toneladas, queda de 0,3%, mantendo o mercado em superávit. Os estoques globais são projetados em 16,774 milhões de toneladas, maior volume desde a safra 2019/20, funcionando como limitador para altas mais intensas. O cenário indica que, apesar do suporte no curto prazo, a continuidade de ganhos dependerá de recuperação mais consistente da demanda global, em um ambiente ainda marcado por incertezas econômicas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.