26/May/2026
A decisão do governo federal de isentar do Imposto de Importação as compras internacionais de até US$ 50,00 realizadas via internet gerou preocupação no varejo nacional, mas economistas avaliam que o impacto sobre a confiança do consumidor tende a ser limitado. A medida, popularmente conhecida como fim da “taxa das blusinhas”, elimina a alíquota federal de 20% sobre compras internacionais de pequeno valor. A cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) pelos Estados permanece em vigor. O debate ocorre em um momento em que os índices de confiança do consumidor seguem sustentados por fatores como baixo desemprego, aumento da renda e estímulos econômicos, enquanto a confiança empresarial apresenta deterioração desde fevereiro.
Analistas avaliam que a isenção pode gerar algum estímulo adicional ao consumo, mas sem impacto relevante sobre os indicadores agregados de confiança do consumidor. O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) considera que eventuais reflexos da medida tenderiam a aparecer apenas no componente relacionado às compras futuras do Índice de Confiança do Consumidor, sem influência significativa sobre os demais indicadores ligados à percepção da economia e da situação financeira das famílias. No setor produtivo, a avaliação é de que a medida poderá ampliar a concorrência para segmentos do varejo e da indústria nacional mais expostos às importações de pequeno valor.
A Serasa Experian projeta que os efeitos mais relevantes sobre a confiança setorial poderão começar a aparecer nos dados de maio e junho, à medida que empresas adaptem seus planejamentos ao novo ambiente competitivo. Entidades do comércio também reforçam preocupação com a assimetria tributária entre produtos importados e o varejo doméstico. Uma redução da carga tributária interna seria mais eficiente para equilibrar a competitividade do mercado nacional. Apesar disso, a percepção é de que o impacto da medida sobre a confiança do consumidor deverá ser moderado, uma vez que os indicadores atuais já se encontram em níveis elevados. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.