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27/May/2026

Exportação brasileira de algodão pode bater recorde

Segundo a StoneX, o Brasil deve registrar exportação recorde de algodão na safra 2025/26, mesmo diante de uma produção menor. A consultoria elevou a estimativa de embarques da fibra para 3,3 milhões de toneladas em maio, ante 3,1 milhões de toneladas projetadas em abril. Se confirmado, o volume representará crescimento de 9,1% frente às 3,026 milhões de toneladas exportadas na safra 2024/25, consolidando o Brasil na liderança do comércio internacional de algodão. A revisão reflete o desempenho acima do esperado dos embarques ao longo do primeiro semestre. Com a alta das exportações, a projeção de uso total do algodão brasileiro foi ajustada de 3,82 milhões para 4,02 milhões de toneladas. A demanda doméstica foi mantida em 720 mil toneladas, avanço de 2,9% sobre as 700 mil toneladas consumidas na safra anterior.

A estimativa de produção brasileira de algodão em 2025/26 permanece em 3,858 milhões de toneladas, queda de 7,1% em relação às 4,154 milhões de toneladas colhidas em 2024/25. A área plantada foi mantida em 2,030 milhões de hectares, retração de 5,1% frente aos 2,139 milhões de hectares da safra passada. A produtividade média nacional está projetada em 1,90 tonelada por hectare, abaixo das 1,94 toneladas por hectare registradas em 2024/25, mas acima das 1,84 toneladas por hectare estimadas anteriormente. O desenvolvimento das lavouras segue favorável nas principais regiões produtoras. Em Mato Grosso, maior produtor nacional, as chuvas até os estágios finais do desenvolvimento vegetativo sustentam boas perspectivas de rendimento.

Ainda assim, a fase de abertura dos capulhos aumenta a vulnerabilidade da fibra às condições climáticas, podendo afetar produtividade e qualidade. Mato Grosso deverá produzir 2,674 milhões de toneladas em 2025/26, queda de 9,4% frente às 2,953 milhões de toneladas da safra anterior. A área plantada no Estado foi estimada em 1,424 milhão de hectares, ante 1,515 milhão de hectares em 2024/25, enquanto a produtividade deverá recuar de 1,95 para 1,88 tonelada por hectare. Na Bahia, segundo maior produtor nacional, a produção está estimada em 797,6 mil toneladas, redução de 2% em relação às 814,1 mil toneladas da safra anterior. A área plantada foi projetada em 393 mil hectares, abaixo dos 413,7 mil hectares de 2024/25, enquanto a produtividade deve subir de 1,97 para 2,03 toneladas por hectare.

Entre os demais Estados produtores, a projeção de colheita é de 78,1 mil toneladas no Piauí, 68 mil toneladas em Minas Gerais, 64,4 mil toneladas em Mato Grosso do Sul, 63,7 mil toneladas no Maranhão e 52,7 mil toneladas em Goiás. Os estoques iniciais elevados, estimados em 3,103 milhões de toneladas, alta de 16,1% frente à safra anterior, garantem oferta total de 6,964 milhões de toneladas em 2025/26, avanço de 2% mesmo com a redução da produção. Por outro lado, o aumento das exportações e do consumo total deverá reduzir os estoques finais. A projeção de estoque de encerramento da temporada foi revisada de 3,144 milhões para 2,944 milhões de toneladas entre abril e maio, volume 5,1% inferior ao registrado em 2024/25. Com isso, a relação estoque/uso deverá cair de 83,3% para 73,2%, indicando menor disponibilidade proporcional ao fim da temporada. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.