ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

27/May/2026

Preços do algodão firmes no mercado doméstico

Enquanto os negócios domésticos de algodão em pluma ocorrem de forma pontual, as exportações continuam em ritmo acelerado e já são as maiores da história para o mês de maio, além de superarem o registrado em toda a safra passada. Ainda assim, a comercialização no mercado interno permanece mais vantajosa em termos de preços. Os embarques brasileiros de algodão em pluma já somam 230,34 mil toneladas nesta parcial de maio (15 dias úteis), segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Embora o volume ainda esteja 37,8% abaixo do registrado em abril/26, já supera em 19,8% o verificado em todo o mês de maio/25, configurando-se como o maior volume da história para este mês. A média diária está em 15,36 mil toneladas, expressivos 67,8% acima das 9,15 mil toneladas observadas no mesmo período do ano passado. Na parcial da safra 2025/26 (de agosto/25 até a terceira semana de maio/26), os embarques já ultrapassam 2,9 milhões de toneladas, volume 4% superior ao total exportado em toda a safra passada (entre agosto/24 e julho/25), quando o Brasil enviou 2,84 milhões de toneladas ao mercado externo.

Considerando-se os últimos 12 meses (até a parcial de maio), o acumulado de vendas internacionais já soma 3,2 milhões de toneladas, um novo recorde. Quanto aos preços, a média das exportações está em 69,95 centavos de dólar por libra-peso na parcial de maio/26, alta de 1,9% frente à de abril/26, mas 4,2% inferior à registrada em maio/25. Em moeda nacional, a média equivale a R$ 3,47 por libra-peso, 17,5% abaixo do praticado no mercado spot interno, de R$ 4,21 por libra-peso. Trata-se da maior diferença negativa desde setembro de 2022, quando as exportações ficaram 21% abaixo da cotação doméstica. No geral, o ambiente doméstico de comercialização permanece pautado pela cautela de agentes, e a liquidez está baixa. Indústrias seguem acompanhando o desempenho das vendas de manufaturados, que permanecem lentas e com dificuldade de repasse das altas. Além disso, compradores e vendedores estão mais seletivos, especialmente diante das limitações de qualidade de parte dos lotes que estão disponíveis, o que dificulta a aprovação e restringe o fechamento de novos negócios.

Agentes também seguem atentos às movimentações do mercado internacional e ao comportamento do câmbio. O enfraquecimento dos preços internacionais contribuiu para a retração observada no Brasil nos últimos dias. O Indicador CEPEA/ESALQ do algodão em pluma (pagamento em 8 dias) registra recuo de 0,63% nos últimos sete dias, cotado a R$ 4,17 por libra-peso. Apesar disso, no acumulado de maio, o Indicador ainda registra avanço, de 0,84%. Na média do mês, a cotação interna está 4,2% acima da paridade de exportação. Na parcial de 2026 (de 30 de dezembro de 2025 até 25 de maio de 2026), o Indicador acumula elevação de 19,81%, acima do avanço de 5,3% observado entre janeiro e maio de 2025. Esse movimento refletiu momentos de alta nos preços externos, o bom desempenho das exportações brasileiras e o período de entressafra, quando vendedores se mantiveram firmes nos preços. A paridade de exportação (FAS), é de R$ 3,83 por libra-peso (76,44 centavos de dólar por libra-peso) no Porto de Santos (SP) e de R$ 3,84 por libra-peso (76,65 centavos de dólar por libra-peso) no Porto de Paranaguá (PR), com base no Índice Cotlook, referente à pluma posta no Extremo Oriente.

Na ICE Futures, os contratos futuros são pressionados pelo aumento dos estoques certificados, pela demanda enfraquecida e pela desvalorização do petróleo. Nos últimos sete dias, o contrato Julho/26 registra baixa de 7,5%; o Outubro/26, 6,24%; o Dezembro/26, 5,54%; e o Março/27, 5,2%. Vale lembrar que a Bolsa de Nova York não operou no dia 25 de maio devido ao feriado do Memorial Day nos Estados Unidos. Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) até 22 de maio aponta que, da safra 2025/26, 62,2% das lavouras estavam em maturação, 36,8%, em formação de maçãs e 0,9% estava em floração. As lavouras apresentam, em geral, bom desenvolvimento nas principais regiões produtoras do País. As condições climáticas seguem predominantemente favoráveis, embora algumas áreas enfrentem restrição hídrica, especialmente em partes de Goiás e Mato Grosso do Sul, o que acelera a maturação e pode limitar o enchimento das maçãs. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.