26/Jun/2026
A StoneX revisou para cima sua estimativa para a produção brasileira de algodão na safra 2025/26, projetando volume de 3,870 milhões de toneladas, alta de 0,3% em relação à estimativa divulgada em maio. O ajuste foi concentrado na Bahia, cuja produção foi elevada em 1,5%, para 809,6 mil toneladas, refletindo produtividade recorde favorecida pelas condições climáticas ao longo de todo o ciclo produtivo, do plantio à colheita. Apesar da revisão positiva na comparação mensal, a produção nacional ainda deverá recuar 6,8% em relação à safra 2024/25, quando foram colhidas 4,154 milhões de toneladas. A redução decorre principalmente da menor área cultivada, estimada em 2,030 milhões de hectares, ante 2,139 milhões de hectares no ciclo anterior. Na Bahia, o desempenho acima do esperado da produtividade motivou a revisão das projeções da consultoria, em função das condições climáticas favoráveis registradas durante todas as fases de desenvolvimento da cultura.
Em Mato Grosso, principal Estado produtor de algodão do País, a estimativa de produção foi mantida em 2,674 milhões de toneladas, volume 9,4% inferior ao registrado na safra anterior. Embora o clima tenha favorecido a cultura durante grande parte do ciclo, a consultoria avalia que os efeitos das condições mais frias e úmidas observadas nas últimas semanas sobre a produtividade final ainda deverão ser confirmados com o avanço da colheita. A projeção de exportações brasileiras de algodão foi mantida em 3,3 milhões de toneladas em 2026, com potencial para novo recorde, sustentado pelo ritmo consistente dos embarques observado nos últimos meses. A expectativa é de fortalecimento do consumo doméstico ao longo do ano. O inverno mais rigoroso tende a estimular a atividade das indústrias têxteis, elevando o processamento de pluma e contribuindo para maior utilização da matéria-prima no mercado interno. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.