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29/Jul/2026

Preços do algodão firmes no mercado doméstico

Os preços do algodão em pluma seguem firmes no mercado brasileiro, diante da maior presença de compradores no spot e das valorizações externas. Enquanto demandantes buscam novas aquisições para atender às necessidades imediatas e recompor estoques, vendedores se mantêm firmes nas ofertas, sobretudo para lotes de qualidade superior. Nesse contexto, parte dos compradores demonstra maior flexibilidade nas negociações, favorecendo a recuperação das cotações. A liquidez, contudo, permanece limitada pelo desacordo entre agentes, enquanto o ritmo ainda moderado das vendas de manufaturados mantém as indústrias cautelosas quanto às aquisições de pluma. O Indicador CEPEA/ESALQ do algodão em pluma, com pagamento em 8 dias, registra avanço de 0,96% nos últimos sete dias, cotado a R$ 4,12 por libra-peso. Na parcial de julho, o Indicador registra leve recuo de 0,05%.

Mesmo com a valorização mais intensa da paridade de exportação nos últimos dias, a cotação doméstica permanece, em média, 3,8% acima da paridade na parcial de julho. Desde o início do ano, os preços internos vêm apresentando vantagem em relação aos valores equivalentes de exportação. Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), a colheita da safra 2025/26 alcançou 17,14% da área até 23 de julho. Dentre os principais Estados produtores, Mato Grosso chegou a 12% do total, e, na Bahia, 22,96%. O beneficiamento, por sua vez, ainda está em estágio inicial, com apenas 2,55% da produção brasileira processada até 23 de julho. Com o avanço da colheita e do beneficiamento, agentes devem priorizar o cumprimento dos contratos a termo.

A paridade de exportação (FAS) é de R$ 4,01 por libra-peso (78,55 centavos de dólar por libra-peso) no Porto de Santos (SP) e de R$ 4,02 por libra-peso (78,76 centavos de dólar por libra-peso) no Porto de Paranaguá (PR), com base no Índice Cotlook A, referente à pluma posta no Extremo Oriente. Na Bolsa de Nova York, os quatro primeiros contratos também estão em alta influenciados pela valorização do petróleo no mercado internacional, pelo aumento do ritmo dos embarques semanais dos Estados Unidos e pela redução dos estoques certificados na ICE. Nos últimos sete dias, o contrato Outubro/26 tem avanço de 2,55%; o Dezembro/26, 2,46%; o Março/27, 2,72%; e o Maio/27, 3,04%.

Nos Estados Unidos, segundo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 46% das áreas de algodão estavam classificadas em boas ou excelentes condições em 26 de julho, levemente acima dos 45% da semana anterior, mas abaixo dos 55% registrados um ano antes. Ao mesmo tempo, 16% das lavouras estavam em condições ruins ou muito ruins, contra 18% na semana anterior e 14% no mesmo período de 2025. Os dados, portanto, apontam pequena melhora semanal, mas o quadro ainda está inferior ao observado na temporada passada. Os embarques brasileiros de algodão em pluma já atingiram recorde, mesmo faltando poucos dias para o encerramento da safra 2025/26 (de agosto/25 a julho/26). Conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), foram exportadas 3,35 milhões de toneladas da pluma até a quarta semana de julho (18 dias úteis), volume 18% superior ao observado em toda a safra anterior (de agosto/24 a julho/25) e o maior de toda a série da Secex.

Considerando-se o ano civil (de janeiro até a parcial de julho/26), os embarques somam 1,91 milhão de toneladas, volume que já é o quinto maior registrado em um ano da série histórica da Secex. Em julho (18 dias úteis), especificamente, os embarques totalizaram 127,65 mil toneladas, volume 41,2% inferior ao registrado em junho/26, mas 0,3% superior ao de julho/25. A média diária está em 7,09 mil toneladas, expressivos 28,2% acima das 5,53 mil toneladas observadas no mesmo período do ano passado. Quanto aos preços, a média das exportações na parcial de julho/26 foi de 76,82 centavos de dólar por libra-peso, avanços de 4,8% frente à de junho/26 e de 4,5% em relação à de julho/25. Em moeda nacional, a média foi de R$ 3,93 por libra-peso, 4% inferior ao praticado no mercado spot doméstico, de R$ 4,09 por libra-peso. Trata-se do quinto mês consecutivo de vantagem do mercado interno. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.