06/Aug/2026
Conforme estudo do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste, a produção de algodão em pluma na Região Nordeste deverá superar, pela primeira vez, 1 milhão de toneladas na safra 2025/26. O desempenho consolida a região como um dos principais polos da cotonicultura nacional, impulsionado principalmente pelos avanços registrados na Bahia e no Piauí. A Bahia deverá produzir 862,2 mil toneladas de pluma, mantendo-se como o segundo maior produtor brasileiro, enquanto o Piauí deverá alcançar 87,6 mil toneladas, crescimento de 38,4% em relação à safra anterior, consolidando a terceira posição no ranking nacional.
A produtividade média estimada para a região é de 2.027 quilos por hectare, superior à média brasileira, projetada em 1.969 quilos por hectare. As perspectivas para a safra 2026/27 permanecem favoráveis. A cadeia produtiva do algodão poderá apresentar estabilidade ou crescimento, sustentada pela expectativa de aumento de 2,1% no consumo interno, reflexo da melhora do mercado de trabalho, da projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) e do controle da inflação. Apesar desse cenário, permanecem fatores de risco, como o elevado nível das taxas de juros e as incertezas relacionadas ao ambiente geopolítico internacional.
No mercado externo, o estudo destaca que o Brasil deverá manter a liderança mundial nas exportações de algodão, favorecido pela segunda maior produção de sua história. Entre janeiro e junho de 2026, as exportações nordestinas da fibra cresceram 11,5% em valor e 17,6% em volume na comparação com o mesmo período de 2025. A China permanece como principal destino do algodão produzido na região, concentrando 24% das exportações nordestinas tanto em valor quanto em volume. Bangladesh, Paquistão, Vietnã e Turquia também figuram entre os principais compradores da pluma produzida na Região Nordeste. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.