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12/Aug/2026

Preços do algodão em alta no mercado doméstico

Os preços do algodão em pluma estão predominantemente em alta neste início de agosto, sustentados pela postura firme dos vendedores, visto que as cotações internacionais avançaram. Com esse movimento, os preços domésticos e a paridade de exportação se aproximam, enquanto a liquidez permanece limitada pela dificuldade de acordo entre compradores e vendedores quanto aos preços e à qualidade dos lotes. Do lado comprador, agentes com necessidade imediata de matéria-prima precisam ceder para realizar novas aquisições, especialmente de lotes de qualidade superior. Outras indústrias, por sua vez, mantêm as ofertas mais baixas e a postura cautelosa, diante do desempenho ainda enfraquecido das vendas e do receio quanto à possibilidade de repasse dos custos da matéria-prima aos produtos manufaturados. A oferta restrita também contribui para reduzir a liquidez.

Além disso, com o avanço da colheita e do beneficiamento, agentes seguem priorizando o cumprimento dos contratos a termo. Após a alta de 1,96% no acumulado de julho, o Indicador CEPEA/ESALQ do algodão em pluma, com pagamento em 8 dias, registra avanço de 0,88% nos últimos sete dias, cotado a R$ 4,22 por libra-peso. No acumulado de 31 de julho a 10 de agosto, o Indicador registra alta de 0,47%. Nessa parcial de agosto, a cotação interna está, em média, 1,7% acima da paridade de exportação, visto que a paridade registrou avanço mais expressivo no período. No campo, a colheita da safra 2025/26 no Brasil alcançou 42,3% da área até 6 de agosto, segundo a Abrapa, avanço de 13,07% em relação à semana anterior. Dentre os principais Estados produtores, Mato Grosso havia colhido 41% da área, enquanto na Bahia o percentual era de 34,9%.

O beneficiamento, por sua vez, atingiu 19,9% da produção brasileira até a mesma data, avanço de 4,96% em relação ao final de julho. Em Mato Grosso, o beneficiamento alcançou 9% da produção, enquanto na Bahia chegou a 20%. A paridade de exportação (FAS) é de R$ 4,16 por libra-peso (81,53 centavos de dólar por libra-peso) no Porto de Santos (SP) e de R$ 4,17 por libra-peso (81,73 centavos de dólar por libra-peso) no Porto de Paranaguá (PR), com base no Índice Cotlook A, referente à pluma posta no Extremo Oriente. Na Bolsa de Nova York, os quatro primeiros contratos são impulsionados pelo fortalecimento do preço do petróleo no mercado internacional, pelas boas vendas da pluma norte-americana e pelas condições das lavouras dos Estados Unidos.

Nos últimos sete dias, o contrato Outubro/26 tem avanço de 1,68%; o Dezembro/26, de 1,32%; o Março/27, 1,89%; e o Maio/27, 2,04%. Os embarques brasileiros de pluma totalizaram 154,97 mil toneladas em julho, volume 29% inferior ao registrado em junho/26, mas 22% superior ao de julho/25, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Os principais destinos foram Bangladesh (19,4%), Turquia (17,2%), Vietnã (17,1%), Índia (9,9%), Indonésia (8,4%), Malásia (3,5%) e China (3,3%). No acumulado de 2026, de janeiro a julho, a China seguiu como o principal destino das exportações brasileiras, com 414,2 mil toneladas, o que equivale a 21% do volume total embarcado. Na sequência, aparecem Bangladesh (17,6%), Turquia (14,2%), Paquistão (13,4%) e Vietnã (12,2%). Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.